Importância da preservação dos arquivos é tema de encontros

16/09/2007

A Associação dos Arquivistas da Bahia (AABA) e a Secretaria de Cultura, através da Fundação Pedro Calmon, realizam até amanhã (28) o I Simpósio Baiano de Arquivologia (SBA) e o III Encontro Baiano de Arquivos Municipais (Ebam). Os eventos têm o intuito de reunir experiências de gestores de arquivos públicos e promover um fórum de debates sobre as novas políticas de gestão documental no estado.


A Bahia e, mais especificamente a cidade de Salvador, possui um importante patrimônio documental, produzido e acumulado ao longo de sua história. Os Arquivos Públicos Municipais, portanto, têm papel muito importante na preservação e disponibilização deste patrimônio. Atualmente, são 45 arquivos implantados em diferentes regiões do estado, com marcante diversidade estrutural, administrativa e documental.


O Arquivo Público da Bahia é a segunda mais importante instituição arquivística do país, por ter na Seção Colonial/Provincial, um acervo de 7.122.394 documentos de valor inestimável, produzidos ao longo de 359 anos. Possui também toda a documentação do período em que Salvador foi sede do governo brasileiro, de 1549 a 1753. São aproximadamente 23.157 metros lineares de documentos, em uma riqueza documental.


Durante o EBAM e o Simpósio de Arquivologia, os gestores dos arquivos municipais estarão reunidos com renomadas autoridades, pesquisadores e profissionais da área para debaterem e compartilharem suas experiências junto às comunidades e aos acervos em cada região. Será o momento também de discutir sobre novas tecnologias de informação e comunicação, a fim de modernizar o funcionamento dos arquivos e melhorar o atendimento ao público baiano, garantindo o seu pleno acesso às informações.


O uso de novas tecnologias de informação e a descentralização das ações culturais foram temas da palestra de abertura. O secretário de Cultura Marcio Meirelles destacou a preservação da memória, através dos arquivos. “A memória é um bem precioso que precisamos preservar. Os documentos dos quais dispõem os arquivos guardam as bases para a construção do nosso futuro. Não concordo com a afirmação de que o Brasil não tem memória. Precisamos é reorganizar a nossa memória. Os negros anseiam pela sua memória que é maior que a escravidão. As classes populares também anseiam por sua memória, tão importante para o desenvolvimento do país”, concluiu.