A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) ficou relativamente estável, passando de 22,1%, em janeiro, para 22,3% da População Economicamente Ativa (PEA), em fevereiro. Apesar da elevação, esta é a menor taxa dos meses de fevereiro em 10 anos. Somente em 1997 a taxa do segundo mês do ano foi menor (19,9%). O aumento foi conseqüência da eliminação de 2 mil postos de trabalho, somado à entrada de 2 mil pessoas na disputa por uma vaga.
O contingente de desempregados passou a 398 mil pessoas, 4 mil a mais que em janeiro. Segundo avaliação da Diretoria de Pesquisas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), o crescimento do desemprego é esperado nesta época por fatores sazonais.
Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMS), divulgados hoje (28) em conjunto pela SEI, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
O total de ocupados foi estimado em 1.387 mil pessoas, 2 mil a menos que em janeiro. Entre os setores de atividade, houve aumento de postos nos serviços (8 mil) e no agregado outros setores (1 mil) – que inclui construção civil, serviços domésticos e outras atividades.
O comércio demitiu 7 mil e a indústria 4 mil. “O desaquecimento da ocupação no comércio é decorrente, sobretudo, do arrefecimento da bolha de vendas de final de ano, nesse setor. As indústrias também passam, neste período, a demandar menos trabalhadores, pois já fizeram estoques antecipados para suprir o aumento de vendas do fim do ano e do verão”, explica o diretor de pesquisas da SEI, José Ribeiro.
Este é o primeiro mês em que o sistema PED divulga, em consonância, dados das seis regiões em que a pesquisa é realizada, permitindo a comparação imediata dos resultados. Segundo a divulgação nacional, o fator da sazonalidade atingiu a maioria das RMs. O desemprego aumentou em Belo Horizonte (7,5), Distrito Federal (1,7%) , São Paulo (6,3%) e Salvador (0,9%). Em Porto Alegre, a taxa ficou estável, e em Recife, diminuiu 1,4%.
O rendimento médio do trabalhador teve acréscimo de 0,5%, passando a R$ 812,00. Já o salário médio, segundo a PED, teve redução de 1,6%, passando a valer R$ 897,00. Em relação a fevereiro de 2006, a taxa de desemprego diminuiu de 23,8% para os atuais 22,3%. São menos 23 mil desempregados, resultado da criação de 39 mil vagas e da entrada de 16 mil pessoas na disputa por trabalho.