Instituto Biofábrica será parceiro do projeto ambiental Campo Limpo

16/09/2007

Os viveiros do Instituto Biofábrica de Cacau instalados em 17 municípios sul-baianos funcionarão como pontos coletores de embalagens de agrotóxicos, segundo acordo fechado entre o órgão, a Ceplac, Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).


O diretor-geral da Biofábrica, Moacir Smith Lima, disse que a parceria entre os órgãos dará maior suporte ao projeto Campo Limpo, no sul da Bahia. “Nossa estrutura da unidade central e viveiros de mudas clonais serão utilizados para as ações de conscientização ambiental e pontos de coleta dessas embalagens”.


Smith Lima disse que a Biofábrica também dará suporte às ações de educação ambiental do produtor. Ele destacou que o Estado já desenvolve o maior projeto de redução de impacto ambiental nesta área. “Os produtores rurais poderão entregar as embalagens nestes pontos de coleta itinerante. Todo o material coletado será encaminhado para o posto central do projeto Campo Limpo na região, na sede da Ceplac”, explica. “Esse é um projeto de interesse nacional”.


Acompanhado de dirigentes das demais instituições parceiras da medida, dentre eles o coordenador da Adab em Itabuna, João Carlos Oliveira, Moacir lembrou que este projeto tem grande repercussão ambiental numa região em que a economia é baseada na agricultura. O diretor de vigilância sanitária da Adab, Cássio Ramos Peixoto, disse que os parceiros vão traçar rotas de recolhimento itinerante e também buscar o envolvimento das secretarias municipais de meio ambiente.


Aliado a essa ação, também serão realizados seminários regionais de sensibilização do produtor sobre os prejuízos de se lançar embalagens de agrotóxicos no meio ambiente. “Essa é uma prática que oferece riscos ao meio ambiente e diretamente à saúde do produtor”, destaca o diretor-geral do Instituto Biofábrica, Moacir Smith Lima.


O diretor de vigilância sanitária da Adab cita que a Bahia vem liderando o recolhimento de embalagens deste tipo no Brasil. “Em vez de descartar as embalagens em qualquer lugar, o produtor pode entregá-las nos pontos de coleta e reduzir os danos ao meio ambiente. Todas essas embalagens quando entregues às indústrias processadoras, podem ser recicladas e transformadas em material elétrico, por exemplo”. Peixoto também reforçou a importância das parcerias entre as instituições, estabelecendo intercâmbios técnicos e científicos.


Zona livre da sigatoka


O Instituto Biofábrica também selou acordo e atuará como grande parceiro de um outro projeto de grande importância para o sul da Bahia. Ele será uma das participantes de ações sanitárias para garantir que o estado continue reconhecido como zona livre da sigatoka negra, doença que atinge plantações de banana e afetam diretamente a produção, causando a morte da planta. Essa articulação conta com a participação do Instituto Biofábrica, da Ceplac, Embrapa, EBDA e Adab.


Moacir explica que a intenção é “unir os órgãos para menter o estado livre da doença”. O Instituto Biofábrica fornecerá mudas de bananeira resistentes à sigatoka. Até o início do segundo semestre deste ano, o órgão passará a produzir as mudas na sua unidade de micropropagação vegetal. Serão instaladas barreiras sanitárias em todo o estado para impedir a entrada da doença. A Embrapa atuará no fornecimento de matrizes resistentes da bananeiral. Já a Ceplac e a EBDA oferecerão aos bananicultores assistência técnica e ações das suas áreas de extensão.