Jogos Escolares da Bahia 2007 começaram com 31 partidas

16/09/2007

Trinta e uma partidas movimentaram o primeiro final de semana dos Jogos Escolares da Bahia 2007, uma realização da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) em parceria com a Secretaria de Educação do Estado (SEC) e a Federação Baiana do Esporte Escolar. As disputas aconteceram nas quadras e ginásios esportivos das escolas Dom Bosco (Paralela), Odorico Tavares, Instituto Social da Bahia e Cefet e, também, no Ginásio de Esportes Antonio Balbino.


A presença de alguns pais e, em especial, dos próprios estudantes, na maioria dos locais dos eventos, contribuiu para criar um clima de competição entre as equipes. Os gritos de motivação para os jogadores, os aplausos e as vaias a cada jogada realizada deram um charme especial às competições.


Os vencedores dos Jogos Escolares da Bahia 2007 vão representar o Estado, na etapa nacional, sendo que os da categoria de 12 a 14 anos, em Poços de Caldas (Minas Gerais); enquanto os de 15 a 17 anos, em João Pessoa (Paraíba). Estão sendo disputadas quatro modalidades coletivas (basquete, futsal, handebol e voleibol) em duas categorias: de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos, ficando as modalidades individuais para a etapa final da competição, ou seja, entre os dias 5 a 9 de setembro.


O diretor-geral da Sudesb, Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, disse que esta competição, que envolve mais de 240 escolas das redes pública e particular da capital e do interior, “é um momento especial para a integração dos alunos e uma maneira saudável de afastar, alguns deles, da frente do computador e dos videogames”.


No Instituto Social da Bahia, em Ondina, onde o voleibol e o handebol foram realizados, a técnica do Colégio São José, Marta Regina Souza vibrava com suas alunas. “É um estímulo para a garotada a realização desses jogos. Ao praticarem o esporte, cada um deles tem a oportunidade de se movimentar e criar novos intercâmbios. E isso é precioso nas suas vidas”, disse.


Como os melhores alunos-atletas geralmente se destacam, estes acabam ganhando chances e oportunidades de receber bolsas integrais dos colégios particulares para também atuarem nas suas equipes.


Nível das partidas está melhor este ano


“Este ano o nível das partidas está superior ao dos jogos anteriores. As equipes vão melhorando, a cada dia, adquirindo experiência. E o interesse das escolas em representarem a Bahia faz com que cada um dos alunos dê o melhor de si para estar presente na fase nacional”, garantiu Edilene Andrade, que trabalhava na operação dos jogos.


No Dom Bosco (Paralela), o técnico Arthur Pinho, da Escola Oficina, explicava as razões: “É bom ver os meninos criando esta integração e se afastando, aos poucos, dos videogames e dos computadores. O esporte, como atividade, propicia um bom relacionamento, que hoje, na sociedade moderna, está ficando cada vez mais distante entre as pessoas”.


Por ser uma competição sadia, envolvendo jovens da mesma faixa de idade, e sem maiores cobranças de resultados, a expectativa das equipes é apenas uma: jogar bem. “O que vale mesmo é competir se divertindo. Se ganhar, ótimo!”, afirma o treinador do Colégio Integral, Paulo Vicente.


Ele é um dos que vêem os Jogos Escolares da Bahia como algo de fundamental para as escolas e os alunos. “Trata-se da revitalização do esporte amador, que carece do incentivo de todos. Quando o Governo do Estado promove eventos deste porte, é o início de uma boa caminhada”.


O árbitro de basquetebol João Carlos Dórea, que estava trabalhando no local, tem igual opinião “É importante que todos os anos os jogos sejam realizados. Primeiro, pela integração das escolas e dos alunos e segundo, porque a prática, em si do esporte, só traz benefícios à saúde”.


Ao seu lado, o técnico Villas Boas, do Colégio Apoio Vilas, disse que este incentivo, que a Sudesb oferece em parceria com a Secretaria de Educação é uma oportunidade para afastarmos alguns jovens dos caminhos das drogas. “Aqui, nas quadras, ouvindo as nossas orientações, eles se educam para a vida em comunidade, através das regras esportivas”.


E sua colocação faz sentido. Hoje em dia, com o alto grau da violência em quase todos os lugares, os jovens ficam, muitas vezes, aprisionados em seus lares, reféns da eletrônica, ouvindo música e navegando na internet. Ao ter a necessidade de praticar esporte com seus companheiros de escola, encontram, novamente, o prazer de sair de casa.


Este fato é muito bem explicado pelo técnico Sérgio Mendes, do Colégio Integral. “Os Jogos Escolares da Bahia são uma oportunidade de integração e cidadania, pois independente da faixa etária ou do nível social dos alunos. Aqui todos se igualam e juntos aprendem a respeitar as regras da vida. Não há diferença de cor ou de classe social. Todos estão no mesmo patamar da vida: o do aprendizado”, concluiu.