Leonardo Boff participa da posse do Conselho de Segurança Alimentar da Bahia

24/09/2007



O teólogo Leonardo Boff, defensor do “sonho cristão sobre o convívio humano”, participará nesta quarta-feira (26), às 9h30min, no Instituto Anísio Teixeira, na Paralela, da posse de representantes indígenas, quilombolas, pescadores e comunidades de fundo de pasto no Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado da Bahia (Consea).

Na solenidade que terá a presença também do presidente do Consea nacional, Chico Menezes, Boff fará palestra sobre desenvolvimento sustentável com soberania e segurança alimentar e nutricional. Vinte e quatro entidades da sociedade civil, eleitas no dia 10 de agosto último, passam a compor o conselho, que foi reestruturado, atendendo às entidades não-governamentais.

Elas reivindicavam maior participação no processo de construção e proposição de políticas públicas. No mesmo dia da posse, os conselheiros realizarão a primeira reunião que tem como pauta, a agenda do último trimestre de 2007 e discussão sobre o regimento interno. A presidência também será escolhida no mesmo dia.

Do segmento governamental farão parte 12 secretarias, entre elas, a de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes). Por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado, também integrarão o conselho, a Casa Civil e as secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), Promoção da Igualdade (Sepromi) e Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH).

A entidade vai acelerar, nos primeiros dias da nova gestão, a construção de propostas para a Lei Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. Uma comissão de trabalho nomeada pelo Governo do Estado deverá apresentar, ainda este ano, a minuta do Projeto de Lei.



Biografia



O teólogo Leonardo Boff é um velho conhecido no meio acadêmico, religioso e no cenário de lutas em defesa dos direitos humanos. Foi integrante da Ordem dos Frades Menores, franciscanos, na qual ingressou em 1959.

Precursor da Teologia da Libertação, pela qual foi submetido a um processo pela Sagrada Congregação para a Defesa da Fé, ex-Santo Ofício, acabou deposto, em 1985, de todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso. Por conta de suas teses apresentadas no livro Igreja: Carisma e Poder, ele foi condenado a um ano de "silêncio obsequioso", pena suspensa um ano depois.

É doutor em Teologia e Filosofia pela Universidade de Munique-Alemanha e autor de mais de 60 livros de Teologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. Renunciou às atividades de padre, mas, permanece como teólogo, conferencista e assessor de comunidades.