A valorização da cultura e o resgate das tradições artesanais baianas. Esta é a síntese dos objetivos do Instituto de Artesanato Visconde de Mauá, que promove, a partir de segunda-feira (19), Dia do Artesão, uma programação especial em homenagem à categoria. Para marcar o início das comemorações, vai ser celebrada uma missa, às 10h, na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Centro Histórico. Até o dia do encerramento (23), palestras, exposições e demonstrações de técnicas artesanais vão movimentar a sede do Mauá, no Pelourinho.
Unidade da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o Instituto Mauá tem se destacado na articulação e intermediação da atividade artesanal no estado, contribuindo para o crescimento da produção e comercialização dos produtos.
Os maiores compradores, segundo a diretora-geral do instituto, Emília Costa de Almeida, são os turistas do Sul do país e os estrangeiros (Espanha, Portugal, Itália, Estados Unidos e Argentina). Eles procuram, geralmente, peças de cerâmica, madeira, cestaria e trançados, instrumentos musicais, bordados e tecelagem.
Além de apoiar o escoamento da produção, o órgão participa de feiras e congressos, promovendo ambientação e decoração de espaços, o que se constitui grande vitrine para quem vem de fora e tem interesse pelos produtos. Outra ação é a Feira Baiana de Artesanato, realizada de março a setembro, no Jardim dos Namorados, na Pituba, que garante ao artesão baiano a oportunidade de vender diretamente ao cliente, sem atravessadores.
Para Emília Costa, “é necessário afirmar o artesanato como estratégia de desenvolvimento econômico e social, e como identidade e cultura de um povo”. O objetivo para os próximos quatro anos, segundo a dirigente, é ampliar as ações, enfocando o estímulo aos pequenos e médios empreendimentos, a geração de emprego, melhoria de renda dos trabalhadores artesanais e a preservação da cultura local.
Os municípios que mais se destacam na produção artesanal no Estado são Aratuípe (Maragogipinho), Barra, Irará, Rio Real, Itabuna, Rio de Contas, Valente, Entre Rios (Porto Sauípe), Saubara, Paulo Afonso, Itaberaba, Mata de São João, Salvador e Simões Filho, entre outros.
Campos de ação
Para promover o desenvolvimento do setor artesanal na Bahia e preservar suas raízes culturais, o Mauá se divide em três campos distintos de ação. O Núcleo de Acervo Artesanal (Nart) é responsável pela preservação da memória do artesanato, realizando atividades voltadas para a valorização e resgate das antigas tradições.
A Gerência de Fomento ao Artesanato (Gefar) é encarregada de identificar o potencial artesanal das comunidades (valoriza o associativismo), capacitando artesãos no desenvolvimento de produtos, adequação de preços e no controle de qualidade. Cabe à Gerência de Promoção e Comercialização (Gepar) dar visibilidade ao produto e escoar a produção através de lojas, feiras, mostras, exposições e rodadas de negócios.