Mostra no Mauá comemora o Dia Internacional dos Museus

16/09/2007

Embarcações históricas como Santa Maria, Pinta e Nina, uma Jangada egípcia de sete mil anos a.C. e o saveiro baiano Ogum, em miniaturas e engarrafadas, são algumas peças do artesão Maneca Brandão que podem ser apreciadas na exposição Engarrafamento de Histórias do Mar, no auditório do Instituto Mauá do Pelourinho. A mostra iniciada segunda-feira (14) continua até sexta-feira (18), Dia Internacional dos Museus.


O público, além de admirar o minucioso trabalho do artesão, pode conhecer um pouco da história das 29 embarcações expostas. “Maneca realiza estudos e pesquisa para desenvolver as miniaturas”, explica Eliana Rocha, gerente de Preservação e Memória do Mauá, unidade da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Seetre). O criterioso trabalho de pesquisa pode ser conferido nos detalhes e histórias de peças que incluem desde o barco Norge, do Século XII, de origem viking, até a jangada nordestina, conhecida como Iracema, usada na pescaria artesanal.


Um vídeo, que também faz parte da mostra, apresenta imagens do artesão confeccionando os trabalhos e dá a dimensão da delicadeza da atividade de Maneca Brandão. O artesão explica todo o processo de produção, incluindo a escolha de madeira apropriada – macia para facilitar o trabalho – e de ferramentas (do formão ao canivete). Depois de confeccionadas, as peças são montadas dentro das garrafas.


As obras de Maneca Brandão fazem parte do Acervo Permanente do Mauá. No total, são 90 trabalhos doados pelo artesão há 12 anos. O acervo conta com aproximadamente 1.500 peças expostas permanentemente, de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas. “Temos raridades como o pano da costa, confeccionado pelo Mestre Abdias”, informa Eliana Rocha. O Núcleo de Acervo Artesanal (Nart) dispõe ainda de uma biblioteca; a Galeria Mestre Abdias, que quinzenalmente cede o espaço para exposição e comercialização de produtos de artesãos baianos; e um auditório onde são realizados cursos, seminários e palestras.