Vinte mulheres do Condomínio Moradas da Lagoa - criado pelo Governo do Estado para abrigar famílias retiradas de encostas e pessoas provenientes de casas de passagem - receberam, na semana passada, diplomas do Curso de Pesquisa de Campo e Recenseamento, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento e Combate à Pobreza (Sedes), com duração de 108 horas. O objetivo foi capacitar uma equipe multidisciplinar – composta por funcionários da secretaria, Conder e moradores – para diagnosticar o perfil de quem mora no condomínio.
“Nada como a própria comunidade para dizer em que condições ela está. Vamos trabalhar juntos de agora em diante”, disse a superintendente de Segurança Alimentar, Ana Torquato, destacando a participação dos moradores. Com resultados práticos, o curso de recenseamento, que há cinco anos não era realizado, conseguiu cadastrar 927 famílias no Moradas da Lagoa.
A pesquisa também vai servir para diagnosticar a capacidade de trabalho dos moradores e a necessidade de capacitação de mão-de-obra. A etapa seguinte são cursos de qualificação profissional para que os residentes sejam contratados pelas empresas do parque industrial instalado no próprio condomínio. “Os cursos de qualificação técnica e comportamental serão dados através de uma parceria entre a Secretaria do Trabalho, Sedes e Senai”, informou o coordenador do programa, Joselito Carneiro. De acordo com ele, as empresas conveniadas devem ter, pelo menos, 60% de seus postos de trabalho ocupados pelos moradores.
Há dez empresas funcionando no parque industrial, mas, segundo Carneiro, até final deste mês devem ser instaladas mais quatro. Ele disse que, no PPA 2008-2011, está prevista a aplicação de R$ 3,1 milhões na construção de mais seis galpões, o que possibilitará a adesão de mais empresas ao programa. “A perspectiva é que, em 2008, sejam gerados em torno de 2 mil empregos diretos”, disse. Os recursos também servirão para a construção da sede da Cooperativa de Mulheres, onde serão continuamente capacitados trabalhadores para contratação temporária.