Mutirão da Lafayete termina com 203 presos liberados

16/09/2007

Mais 82 detentos foram liberados hoje (01) da Colônia Lafayete Coutinho, encerrando o mutirão feito pela Secretaria de Justiça Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) na unidade nos últimos 20 dias. Com isso, dos 437 processos de presos analisados, 203 conseguiram o benefício de progressão de regime ou liberdade condicional, desafogando significativamente a situação do local. A soltura foi feita em três etapas: na primeira, saíram 91, na segunda, mais 30 e hoje, 82.


Existem ainda mais 50 processos a serem analisados. Como já receberam parecer negativo durante o mutirão, não são muitos os que devem ser aprovados. Segundo o juiz Moacyr Pita Lima Filho, 20 presos, no máximo, devem ser beneficiados. Dos detentos liberados hoje, 57 foram por livramento condicional e 25 por progressão de pena.


Um dos presos liberados foi Silvio, de 23 anos, condenado a seis anos, aos l8, em Ribeira do Pombal, onde convivia com mulher e dois filhos. Com o tempo que passou na cadeia, a mulher viajou para São Paulo e levou o filho mais velho, hoje com cinco anos. O outro ficou com o pai de Silvio, em Pombal, para onde pretende ir apenas rever a família e buscar o caçula para ir morar com ele em Cabaceiras do Paraguassu, onde já tem um relacionamento com outra pessoa e com quem teve um filho. “Tudo homem”, conta orgulhoso.


Com a libertação, ele contava hoje à tarde que pretende abrir uma loja de artesanato em Cabaceiras, que será tocada pela mulher, e tentar a vida com auxiliar de pedreiro, como fazia antes da prisão. Silvio se diz hoje uma outra pessoa. “Fui preso muito jovem, mas tive consciência do meu erro e procurei não absorver coisas negativas na prisão. Graças a Deus, amadureci e vou retomar a minha vida. Com fé em Deus não volto nunca mais. Já basta o desgosto que causei a minha família e amigos”.

Segundo o juiz, o mutirão deve continuar na capital e no interior, mas somente na quarta-feira, durante reunião do Comitê Gestor, serão definidas as ações e em quais unidades prisionais o trabalho será retomado.