Sob sol forte, típico do verão baiano, e num clima de festa e harmonia, a equipe de governo acompanhou Jaques Wagner nos 8,5 quilômetros que vai da Igreja da Conceição da Praia até o topo da Colina Sagrada, onde está a Igreja do Bonfim, um dos principais pontos turísticos da cidade. Num exemplo de democracia, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores se misturavam ao povo, compartilhando o mesmo espaço e sentimento de mudança e de uma nova Bahia.
Na terra de Todos os Santos e cidade mais negra do Brasil, não podia faltar, numa das festas mais populares do país, a presença da representação dos movimentos negros, traduzida no governo Jaques Wagner pelo secretário da Promoção da Igualdade Racial e de Política para as Mulheres, Luiz Alberto, um forte indicativo do tratamento que o governo baiano se propõe a dar às minorias.
Recém criada, a secretaria é um dos principais vetores para proporcionar à população baiana melhores condições de justiça e igualdade social. “Essa é a festa da democracia, da alegria e da vitória. Aqui se revela cada vez mais forte a diversidade cultural do nosso estado em hegemonia com a cultura africana. A partir desse momento a Bahia muda e respira liberdade”, afirmou o secretário, para quem a política do governo busca atender às necessidades de todos, independente de classe ou raça, acabando com preconceitos.
A proposta de Luiz Alberto, que tem uma história de luta frente aos movimentos negros, é a construção de espaços e políticas públicas voltadas para a população negra e para as mulheres, com o compromisso de enfrentar as desigualdades raciais e de gênero que, na Bahia, são influenciadas pelas diferenças sociais.
Catarinense, a secretaria-chefe da Casa Civil, Eva Maria Chiavon, nunca havia presenciado uma festa popular da proporção do Bonfim. Mostrou-se encantada não apenas com o que considerou uma grande manifestação de fé do povo baiano, mas pelo grau de democracia e participação política. “Sem dúvida essa é uma das festas mais bonitas, em que o povo demonstra sua crença e fé. Estou aqui pela primeira vez e peço ao Senhor do Bonfim que a fé, a paz e o sentimento de justiça realmente prevaleçam para que possamos fazer um bom governo, porque esse povo merece”.
Para o secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, a participação de tantos segmentos na caminhada do Bonfim ao lado do governador Wagner é uma marca do posicionamento definido pelo governo no que diz respeito ao elo entre Estado e os demais poderes, tendo como foco a população. “O nosso desejo e a nossa vontade é de construir uma Bahia de novos valores, com distribuição de renda mais justa, com emprego, melhor saúde e educação. É grande a expectativa das pessoas e tenho fé em Deus e no Senhor do Bonfim que iremos corresponder”. Outro órgão criado pelo governador Jaques Wagner, a Secretaria de Relações Institucionais, tem como responsabilidade fazer o intercâmbio das ações do governo com o Legislativo e o Judiciário, além da relação com as lideranças políticas regionais, sem qualquer tipo de descriminação, atendendo aos interesses do povo.
Da equipe do novo governo, apenas os secretários do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Walmir Assunção, e da Justiça e Direitos Humanos, Marília Muricy, não acompanharam o percurso da Conceição da Praia à Colina Sagrada. Walmir passou o dia de hoje (11) em Brasília, onde participou do encontro de secretários da área social com o ministro do Desenvolvimento e Combate à Fome, Patrus Ananias. Já a secretária Marília Muricy esteve na concentração no adro da igreja da Conceição, mas por questões de saúde não acompanhou o cortejo.
Simbologia
Entre as lideranças políticas que caminharam ao lado do governador estavam os prefeitos de Salvador, João Henrique, acompanhado de diversos secretários municipais, de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, e de Camaçari, Luiz Caetano, entre outros. Para Moema, que todo ano participa da festa, este foi um momento histórico para a Bahia. “Para nós, é de uma simbologia sem igual estar nessa caminhada num cortejo único junto ao governador Jaques Wagner, ao ministro Waldir Pires e às nossas lideranças. E todos caminham ao lado do povo. É uma nova Bahia que surge, trazendo a esperança refletida nas expressões de felicidade das pessoas. Valeu a pena ter fé no Senhor do Bonfim e continuará valendo sempre”.
Pensamento semelhante tem o deputado federal Gedel Vieira Lima, para quem a Festa do Bonfim é sem dúvida, um festejo democrático. “Essa especificamente é um momento bom para se iniciar um governo diferente, novo, aberto e plural, comandado por um homem que tem a generosidade como marca de sua alma. A cada dia, eu compreendo que Wagner conquistou a simpatia dos baianos exatamente por ter a noção exata da importância desse sincretismo que é a Bahia e da pluralidade que tem o nosso estado”.