Fazer com que o Museu de Arte Moderna (MAM) seja o lugar das artes baianas, mas também com uma inserção cada vez maior no circuito nacional e internacional. Este é um dos propósitos da nova diretora do MAM, Solange Farkas. “Minha principal missão é conseguir criar este trânsito e abrir perspectiva para a produção de arte na Bahia e no Brasil, a partir do MAM”, afirmou.
Para a nova diretora do MAM, antes de desenvolver um plano de ação a longo prazo, é importante fazer uma reflexão sobre o funcionamento do espaço, a expectativa da comunidade em geral. “É um projeto que está iniciando agora e que nos permite trabalhar em integração com todos os setores do museu e com os artistas”.
Ela também ressaltou a importância de introduzir no MAM novas tecnologias, permitindo uma maior fusão entre estas ferramentas para que a Bahia também tenha uma expressão nesta área mais contemporânea. Segundo ela, existe hoje uma abertura para se repensar o espaço do museu. “A Bahia já tem um potencial artístico definido nesta área, mas é preciso fortalecer as relações com este circuito. Não consigo pensar o museu dentro de uma ação cultural que não envolva os segmentos destas artes. Queremos torná-lo interdisciplinar, que traga o pensamento não só dos artistas mas de historiadores, sociólogos e filósofos”, disse.
O secretário de Cultura, Márcio Meireles, afirmou que estava otimista com a nomeação de Solange Farkas. “Ela foi escolhida pelo seu perfil e pelo seu talento como curadora”, afirmou. Ele disse ainda que a intenção é que o MAM seja mais abrangente sem excluir as linguagens tradicionais. “Vamos fomentar principalmente o intercâmbio, as residências de artistas, as oficinas, a informação e a reflexão”.