Pesquisadores que coordenam grupos de reconhecida excelência estiveram hoje (6) na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) para assinar os Termos de Outorga do Edital do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex). Entre os cinco pesquisadores contemplados, está Olivar Lima, pós-doutor em Geofísica pela Universidade do Texas.
Lima coordena o projeto que tem como objetivo desenvolver e testar novas metodologias para aumentar o fator de recuperação de reservatórios petrolíferos da bacia do Recôncavo. No total, 23 pessoas estão diretamente envolvidas no projeto, entre pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação das universidades federais da Bahia, Pará e Rio Grande do Norte. Com os recursos do Pronex, no valor de R$ 536 mil, serão adquiridos computadores, ar-condicionado, móveis para os laboratórios, livros, passagens aéreas, materiais de consumo para realização de trabalhos de campo, entre outros.
Desde o seu lançamento, em 2003, o Pronex já investiu R$ 9,4 milhões. Realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o edital integra o Programa de Infra-estrutura da Fapesb, que ainda inclui os editais de Infra-estrutura e o do Programa Primeiros Projetos para Jovens Pesquisadores (PPP).
Combate à hepatite e doenças correlatas – outro grupo aprovado no Pronex, desta vez no primeiro edital, foi o Núcleo de Estudos em Hepatite e Doenças Correlatas, que conta com pesquisadores da Ufba e Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz (Fiocruz/BA). Atualmente, o núcleo está com 12 projetos em andamento, entre dissertações de Mestrado e teses de Doutorado.
Com o recurso recebido, o núcleo melhorou a sua infra-estrutura adquirindo um freezer com capacidade de resfriamento de até 70ºC negativos para armazenar soro e tecido hepático, dois microscópios de sistema de captura de imagens para produzir documentação científica de qualidade, um lap top para ajudar os estudos de campo, entre outros equipamentos.
Segundo o médico Raymundo Paraná, integrante do grupo, uma das grandes contribuições do Pronex para esse núcleo foi possibilitar a unificação dos esforços de diversos grupos de pesquisa, que passaram a trabalhar juntos, trocando informações e experiências valiosas. “Além disso, vale ressaltar como resultado, a otimização dos recursos, já que inúmeros pesquisadores, de projetos diferentes, podem usar a mesma infra-estrutura”, conclui.
Os equipamentos conseguidos pelo Núcleo de Estudos em Hepatite e Doenças Correlatas têm ajudado no desenvolvimento do estudo da Epidemiologia Molecular das Viroses Hepatotrópicas no Trópico Seco e Úmido Brasileiro. Por meio desse projeto está sendo avaliado o grau de similaridade entre os vírus da hepatite encontrados na região da Amazônia e no semi-árido baiano. “Identificando as rotas de disseminação desses vírus, este trabalho poderá ajudar os órgãos públicos de saúde na tomada de medidas preventivas”, explica Paraná.