Plano estratégico prioriza qualidade de vida, desenvolvimento e equilíbrio social e étnico

16/09/2007

Desenvolvimento social, com prioridade para saúde e educação, crescimento econômico com geração de emprego e distribuição de renda e infra-estrutura e logística são os eixos de desenvolvimento que compõem o esboço do plano estratégico do Estado. Traçado para orientar as ações do Governo da Bahia nos próximos quatro anos, o plano já está disponível na internet, inicialmente apenas para os secretários, com um link para apresentação de sugestões, propostas e projetos.


Para discutir as iniciativas e integrar planejamento e orçamento, o secretário do Planejamento, Ronald Lobato, pretende se reunir com todos os secretários de governo. “Já foram realizados encontros com os representantes das pastas de educação e saúde que, por definição do governador Jaques Wagner, são as que abordam eixos prioritários de desenvolvimento. Mas temos que aprofundar verticalmente o plano, com ações por todos os setores da economia: infra-estrutura, educação, saúde e agricultura, por exemplo”, explicou.


O secretário ressaltou que as propostas do plano reforçam o tripé que dará sustentação ao governo: saúde, educação e geração de emprego e renda. “Futuramente, a população baiana também poderá colaborar com opiniões e idéias”, afirmou. O plano estratégico foi elaborado pela equipe de transição do governo, da qual Ronald Lobato foi coordenador.


As diretrizes estratégicas do plano revelam a visão de futuro do governo, de um estado cuja população desfrute de qualidade de vida, equilíbrio social e étnico e seja produtor de bens e serviços de alto valor agregado, articulado nacional e internacionalmente.


Entre as diretrizes estão: a infra-estrutura social (habitação, saneamento e energia); Região Metropolitana de Salvador (RMS) como Pólo Metropolitano de Serviços; desenvolver o semi-árido e suas subregiões; dinamizar a indústria, comércio e serviços, a agricultura familiar e a agroindústria; recuperar e ampliar a infra-estrutura econômica e a logística; preservar e recuperar o meio ambiente e fortalecer a base científica, tecnológica e de inovação.


Novo modelo


“O semi-árido é uma de nossas prioridades tendo em vista o péssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o baixo índice de geração de emprego na região”, comentou o secretário. Ronald Lobato destacou também que o plano traduz um novo modelo de desenvolvimento, fundamentado na governança solidária e nos conceitos de ética, transparência, controle social, democracia, participação e diálogo social, efetividade, transversalidade e regionalização.


Para a concretização de um desenvolvimento econômico sustentável, o esboço do plano aponta como macro-objetivos o crescimento dos pequenos empreendimentos, equilíbrio social, de gênero, étnico, racial e sócio-territorial e a construção da identidade cultural do Estado. Como bases do desenvolvimento estão a inovação tecnológica, inclusão social, empreendedorismo e economia solidária, qualificação da mão-de-obra, disponibilidade de recursos, ambiente institucional e regulatório e sustentabilidade do meio-ambiente.