O folião (baiano ou turista) que vai brincar o Carnaval de Salvador a partir desta quinta-feira (22), pode contribuir com o esquema policial para a segurança da festa, evitando circular com os originais de documentos pessoais, cartões de crédito, talões de cheque, celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e outros objetos cobiçados pelos marginais.
A Polícia Civil orienta a levar apenas a cópia autenticada da carteira de identidade e quantidade de dinheiro suficiente para alimentação, consumo de bebida e transporte. Veículo particular deve ser deixado em casa.
“O marginal se vale desses momentos festivos para praticar o furto em meio à multidão e o roubo em vias alternativas dos grandes circuitos”, adverte o diretor do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), delegado Arthur Gallas. Ele ressalta que o folião pode colaborar com o trabalho da Polícia nas ruas, denunciando à patrulha da PM ou à Delegacia Especial de Área (DEA) mais próxima quando perceber a atuação de algum assaltante e, ainda, acionando o Grupo Força e Reação da Polícia Civil que, este ano, estará atuando nos três circuitos.
Gallas salienta que, ao deixar em casa os originais de documentos pessoais, talões de cheque e cartões de crédito, o folião se previne contra problemas futuros. Muitos desses documentos, quando furtados, são vendidos para estelionatários que os utilizam para aplicar golpes.
“Depois, o cidadão descobre que tem firma registrada em seu nome ou que está cadastrado no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e só poderá provar que não foi autor de algum delito se tiver registrado, previamente, queixa do furto de seu documento numa delegacia”, observa o delegado.
Cartão de identificação
Além da cópia autenticada da cédula de identidade, o diretor do DCCP aconselha ao folião que saia às ruas com um cartão de identificação, contendo nome e telefone de um parente ou alguém íntimo que possa ser acionado em caso de emergência. Esse cartão também deve informar se a pessoa é portadora de algum tipo de doença que exija cuidado especial e, ainda, tipos de medicamentos que possa ou não ingerir. “Não é raro vermos foliões passando mal e até desmaiando, sem que as pessoas que os socorram possam acionar algum parente, ou os médicos possam diagnosticar o problema com mais precisão”, enfatizou
Bolsas, carteiras e pochetes, mesmo vazias, bem como o celular, não devem ser levados a ambientes de grande concentração de público, pois aguçam a cobiça do marginal. “Se for realmente necessário conduzir o telefone móvel ao Carnaval, combine com o grupo de amigos para levar apenas um aparelho para uso coletivo, optando pelas ligações a cobrar”, recomenda Arthur Gallas, observando que essa providência fará diminuir a quantidade de celulares nas ruas. O aparelho deve ser colocado num bolso interno, preferencialmente na frente da roupa.
Quem preferir deixar o veículo particular em casa estará evitando danificá-lo nas ruas ou passar parte da festa em engarrafamentos, além de não correr o risco de ter o carro subtraído. Táxis e ônibus circulam com frota reforçada no Carnaval e são os meios de transporte ideais.
“Mas se houver a necessidade de ir à rua de carro, reúna um grupo de amigos e utilizem um único veículo, que deverá ficar num estacionamento controlado. Nunca deixe a chave do automóvel com o guardador de rua”, adverte Gallas.
O cidadão também pode evitar ser vítima de roubo, deixando de usar as vias vicinais de acesso aos circuitos do Carnaval, principalmente nas madrugadas. “Orientamos o folião a transitar pelas vias principais, evitando pegar atalhos para chegar mais rápido à Barra, Ondina, Campo Grande ou Centro Histórico”, observa o diretor do DCCP.