Polícia Civil incinera 2,5 toneladas de drogas

27/09/2007

O Departamento de Tóxicos e Entorpecentes da Polícia Civil (DTE) incinerou, hoje (27), 2,5 toneladas de drogas no forno da empresa Cerâmica Nordeste, em Feira de Santana. Foram destruídas mais de duas toneladas de maconha, cerca de nove quilos de cocaína, 16 quilos de crack e quase duas mil ampolas de lança-perfume. As apreensões ocorreram durante operações realizadas na capital e no interior do estado por policiais das Delegacias de Tóxicos e Entorpecentes instaladas em Salvador e nos municípios de Feira de Santana e Teixeira de Freitas.

Coordenada pelo diretor do DTE, delegado Hélio Jorge Paixão, com o apoio do titular da unidade especializada de Tóxicos e Entorpecentes de Feira, delegado Marcos Tebaldi, a incineração aconteceu às 10 horas, sendo acompanhada pelo promotor de Justiça, Cláudio Genner, e pelos peritos criminalísticos, Rogério Serafim Vieira da Silva, e Antônio Nilton, do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana.

As drogas foram transportadas até a Cerâmica Nordeste, próxima ao Parque de Exposições Agropecuárias de Feira, sob escolta de agentes do COE (Centro de Operações Especiais). “A Polícia Civil baiana atua adequada à nova Lei de Tóxicos (Lei 11.343/2006), que determina a rápida destruição de toda a droga apreendida, visando à segurança dos locais da apreensão e também para evitar qualquer descaminho do material ilícito mantido no depósito”, informou o diretor do DTE que, há cerca de dois meses recebeu autorização da Justiça para incinerar as drogas armazenadas pelo departamento.

O delegado salienta que a apreensão dessa grande quantidade de droga resulta da intensificação da repressão policial ao narcotráfico na Bahia. “Entre janeiro e agosto, a DTE de Salvador e da RMS indiciou 809 pessoas e deteve 817”, informou Hélio Jorge.

Segundo ele, a equipe do DTE conseguiu desmantelar este ano, como o apoio do COE e da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SI), algumas das maiores quadrilhas que atuavam no estado, com a captura dos traficantes conhecidos como “Cheira”- comparsa de “Val Bandeira”, que também está preso e atuava no Nordeste de Amaralina - , e “Sariga”, remanescente da extinta quadrilha de “Ravengar”. Nom dia 6 de agosto último, durante um confronto com policiais do DTE e do COE, o traficante Éberson Souza Santos (Pit) morreu com mais dois comparsas na região de Candeias.



Adequação à Lei



A adequação dos procedimentos da Polícia Judiciária à nova Lei de Tóxicos, sobretudo a armazenagem e a incineração de drogas apreendidas, foi discutida pelo delegado chefe da Polícia Civil João Laranjeira, pelo diretor do DTE e por representantes do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual em julho passado, na sede do Departamento de Tóxicos e Entorpecentes, no Complexo Policial dos Barris. Os representantes do MP e das Varas de Tóxicos fizeram, também, uma visita à Delegacia de Tóxicos, onde conheceram o funcionamento de diversos serviços da unidade policial, como o registro de ocorrências, a lavratura de flagrantes e o Disque-Denúncia (3235-0000).

A criação de um depósito para custódia de drogas apreendidas na capital e a implantação de um calendário para a incineração desses entorpecentes foram duas propostas discutidas na reunião, que contou com a presença da juíza Nartir Dantas Weber, da 2ª Vara de Tóxicos da Capital, da promotora Adriana Teixeira Braga, da 2ª Vara de Tóxicos, do promotor Edmundo Reis, coordenador do Núcleo de Inteligência Criminal do Ministério Público Estadual, e da juíza Camila Soares Santana, da 1ª Vara de Tóxicos. Também participaram, o delegado Carlos Habib, titular da DTE de Salvador/RMS, e a delegada Débora Sarmento, responsável pelo serviço Disque-Denúncia.