Polícia de Seabra prende assassinos de comerciante de pedras preciosas

16/09/2007

Em menos de uma semana, policiais civis da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia (13ª Coorpin), em Seabra, esclareceram a morte do comerciante de pedras preciosas Zezito Francisco Gomes, de 49 anos, executado por dois motoqueiros no sábado de Carnaval (24), quando passava por uma estrada vicinal no município de Novo Horizonte, a 553 quilômetros de Salvador. Bastante conhecido em Novo Horizonte, Zé de Eliete, como também era chamado, foi executado a golpes de barra de ferro por Jônatas dos Santos Souza, de 19 anos, e Marcos Murilo Pereira, 21, que estão presos na sede da 13ª Coorpin, juntamente com Dílson de Macedo, acusado de ter planejado o crime para se livrar de uma dívida que tinha com a vítima.


Segundo informou a delegada Ana Lúcia de Almeida, coordenadora regional de Seabra, a morte do comerciante foi decretada a partir do momento em que Dílson de Macedo, seu velho amigo, o convidou para ir até os municípios de Rio dos Pires e Ibitiara com a finalidade de comprar cristais de rútilo (mineral composto de dióxido de titânio). Zezito aceitou o convite e, com R$ 27 mil no bolso, saiu do povoado de Tatu, em Novo Horizonte, por volta das 4 horas da madrugada de sábado, no Gol de placa CQG-1573, dirigido por Dílson, com destino a Rio dos Pires. Nas imediações do povoado de Mostarda, próximo a Novo Horizonte, uma motocicleta modelo Falcon, atravessada na estrada, bloqueou a passagem do veículo.


Dílson, também conhecido pelo apelido de Baixinho, parou o carro e os dois homens se aproximaram, tendo um deles arremessado uma pedra no vidro da porta do carona. Nesse momento Dílson desceu do veículo Gol, e desapareceu no mato, enquanto Zezito foi retirado do veículo, arrastado até um matagal à beira da estrada e morto a golpes de barra de ferro e canivetadas. Os assaltantes roubaram todo o dinheiro de Zezito, fugindo em seguida no carro abandonado, horas depois, no povoado de Malhada, no município de Ibitiara.


Para despistar a polícia, Dílson compareceu à delegacia de Novo Horizonte, afirmando que havia sido assaltado. Durante a lavratura da ocorrência ele entrou em contradições e, interrogado, acabou confessando sua participação no latrocínio, apontando também os demais envolvidos. Hoje (27), os criminosos foram transferidos da Delegacia de Novo Horizonte para a sede da 13ª Coorpin, onde estão à disposição da Justiça Criminal.