O Departamento de Polícia Técnica (DPT) acaba de receber da empresa canadense Forenscic Technology Inc. o Sistema Integrado de Identificação Balística (Ibis) – equipamento balístico considerado de ultima geração. O Ibis permitirá fazer um banco de dados de projéteis, com o objetivo de correlacionar crimes que tenham sido praticados com a mesma arma fogo. O investimento é da ordem de U$1,5 milhão.
No inicio de abril, técnicos canadenses chegam a Salvador para montagem do equipamento e curso de capacitação dos peritos. Já em maio inicia-se o cadastramento de projéteis e estojos de munição utilizada em crime. Segundo o diretor do Instituto Criminalístico Afrânio Peixoto (Icap), Marcelo Sampaio, modelos idênticos ao adquirido pela Polícia Técnica existem na Europa e Estados Unidos.
O novo equipamento, usado nas principais agências policiais do mundo, permitirá realizar no menor tempo possível, os exames de microcomparação balística. O Ibis faz comparação dos elementos matemáticos representativos das imagens das evidências nele cadastradas, destacando, então um escore de probabilidades para confirmação pelas partes, através dos exames de microcomparação balística, armazenadas em um banco de dados, com outros crimes onde a mesma arma pode ter sido utilizada, como salienta Marcelo Sampaio, que aponta para uma otimização do tempo de realização das perícias.
O IBIS adquirido pelo DPT é de última geração chamada geração 3D ou Ibistrax, sendo o quarto equipamento deste tipo no mundo. Em fração de segundos o equipamento permite analisar diferentes projéteis ou estojos de armas de fogo, e compará-los com evidências vinculadas a outros crimes podendo então fazer uma correlação com outros casos. Este é a primeira unidade Ibistrax instalada no Brasil.