Programas financiados pelo Bird serão adequados ao projeto do governo Wagner

16/09/2007

As bases do Plano Estratégico do governo Jaques Wagner foram apresentadas hoje (15), pelo secretário do Planejamento, Ronald Lobato, ao coordenador do Banco Mundial (Bird) para a Bahia, Alberto Rodríguez. A proposta é adequar as diretrizes dos programas financiados pelo banco no estado ao projeto definido para os próximos quatro anos de governo. As ações deverão ser alinhadas às prioridades da nova gestão, que visam o desenvolvimento social com equidade, priorizando as áreas de saúde, educação, geração de emprego e distribuição de renda.


Entre as adequações propostas está a inclusão do semi-árido e de suas subregiões nas ações do Projeto de Gerenciamento de Recursos Hídricos (PGRH II). “O desenvolvimento do semi-árido é uma prioridade territorial do governo Wagner. Portanto, não pode ficar fora de nenhuma ação definida para essa área”. O projeto tem previsão de investimento da ordem de US$120 milhões, sendo US$72 milhões financiados pelo Bird e US$48 milhões de contrapartida do Estado.


Outra iniciativa que deverá sofrer alterações é o Produzir, para o qual foi sugerido, pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), a definição de uma metodologia de acompanhamento e avaliação com participação efetiva das associações comunitárias envolvidas. Executado pela CAR, órgão da Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional, o projeto inclui melhorias sanitárias residenciais, construção de escolas, pontes e cisternas, implantação de sistemas de abastecimento de água, aquisição de equipamentos agrícolas, entre outras intervenções na zona rural.


De acordo com o representante do Bird, o reordenamento dos programas será feito em conformidade com o projeto do Governo do Estado e com as regras do banco. O executivo sugeriu a realização de uma apresentação do Plano Estratégico a uma equipe mais ampla de diretores do Bird e falou sobre novas modalidades de financiamento oferecidas pela instituição. “O Bird tem, na Bahia, um dos seus mais importantes clientes no Brasil e tem todo o interesse em manter a ampla e diversificada carteira de financiamentos do Estado”, afirmou Rodríguez.


O secretário Ronald Lobato explicou a necessidade de reordenamento dos programas para que as ações possam se articular entre si, compondo os vetores de desenvolvimento alinhados com os propósitos do planejamento estratégico. “Temos uma estratégia delineada, que prescinde de investimentos integrados para atingirmos o objetivo de ampliação do Índice de Desenvolvimento Humano da Bahia e essa estratégia é convergente com os propósitos do Bird”, concluiu.