Sargento PM é indiciado pelo homicídio de marinheiro no Cabula

16/09/2007

O inquérito policial, que investigou o assassinato do recruta da Marinha Edivandro de Jesus Pereira, ocorrido em 26 de fevereiro no bairro do Cabula, foi concluído pelo titular da 11ª Delegacia, delegado Sérgio Sotero, que indiciou o sargento PM Arílson Marques de Araújo por homicídio duplamente qualificado e por dupla tentativa de homicídio contra Ricardo Santos Mercês e Marcelo Alexandrino Souza – os rapazes que estavam em companhia de Edivandro no momento do crime. O tenente PM Diego Pestana Guerreiro, que comandava a Guarnição 2301, e o soldado PM Edevaldo Bispo dos Santos foram indiciados como co-autores.


Sérgio Sotero encaminhou hoje (27) o inquérito nº 75/2007 à Central de Inquérito do Ministério Público que, baseado nos autos poderá denunciar os indiciados à Justiça e/ou solicitar novas diligências e perícias, segundo explicou o delegado. No laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), divulgado no último dia 19, consta que o projétil extraído do corpo da vítima foi disparado e percorreu o cano de uma carabina Taurus ponto 40 com a numeração UL04120 – a mesma portada pelo sargento Arílson Marques de Araújo.


O crime ocorreu por volta de 23h30 do dia 26 de fevereiro, quando Edivandro, Ricardo e Marcelo retornavam de uma comemoração em um condomínio vizinho ao Conjunto Dom Gerônimo. Testemunhas contaram à Polícia que eles vinham brincando pela rua Silveira Martins e admitiram terem arremessado algumas pedras contra um ponto de ônibus vazio. Eles foram surpreendidos por uma viatura com três policiais militares que efetuaram disparos. Edvandro foi baleado e caiu dentro do Conjunto Dom Gerônimo, onde morava.


Ainda segundo testemunhas, os PMs jogaram o recruta na mala da viatura e foram à procura dos outros dois rapazes. Seguiram em direção ao Hospital Geral Roberto Santos, onde o recruta Edivandro chegou morto. Sérgio Sotero salienta que a versão apresentada na 11ª CP pelos indiciados, de que teriam avistado a vitima caída baleada e prestaram socorro não procede.