O aumento da qualidade de vida e da produção dos pequenos agricultores rurais e assentados é o objetivo de um plano de ação que está sendo desenvolvido pela Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri). Representantes do movimento de trabalhadores rurais e do governo se reuniram na sede do órgão, no Centro Administrativo (CAB), ontem (27), para discutir e avaliar os 20 itens acordados entre eles, na última reunião realizada em 16 de abril.
Entre os itens da pauta de negociações atendida pelo governo estão a construção de 3 mil casas e a reforma de outras 5 mil, ainda em 2007. Também está prevista a recuperação de mil quilômetros de estradas vicinais e a liberação de R$ 3 milhões para a compra de sementes, além de pontos envolvendo infra-estrutura, obtenção de terra, produção, comercialização, educação e saúde, entre outros.
“O acordo envolve diversas secretarias, contudo coube à Seagri articular essas ações, além de acompanhar e executar o que for da sua competência”, afirmou o secretário de Agricultura, Geraldo Simões. Segundo Simões, essa reunião é de acompanhamento, tendo em vista que a Seagri é a coordenadora das ações acordadas entre governo e os movimentos.
Para o dirigente nacional do MST, Márcio Matos, há muita dificuldade nesse processo, principalmente porque ele é ousado e contempla reivindicações muito antigas. “Estamos tendo dificuldades na concretização de alguns itens, pela própria burocracia, em contrapartida estamos encontrando acesso fácil e diálogo com o governo por intermédio da Seagri”, declarou.
Os itens foram definidos pelo Governo do Estado, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Coordenação Estadual dos Trabalhadores Assentados e Acampados (Ceta). Ontem, na terceira reunião entre representantes dos movimentos e o secretário da Agricultura Geraldo Simões, eles aprofundaram a discussão.
Alguns dos investimentos previstos estão ancorados em programas do governo federal, outros sairão do próprio orçamento da Seagri, do Fundo de Combate à Pobreza e das Secretarias de Infra-estrutura e de Educação, além de parcerias com bancos.
Geraldo Simões pontuou também que o acordo tem como objetivo principal ampliar a qualidade de vida. “Ao final de 2007, quando o plano de ações estiver concluído, o impacto na vida dessas pessoas vai ser imensurável. Estamos reunindo esforços para desenvolver da melhor forma esse trabalho”, disse.