O secretário estadual da Educação, Adeum Sauer, vai assinar convênio com a Cetrel para estimular a visita de estudantes da rede estadual de ensino ao Parque Sauípe, onde receberão aulas de educação ambiental. A proposta da SEC é orientar os coordenadores pedagógicos para que todo aprendizado adquirido pelos alunos no local seja aprofundado e cobrado em sala de aula. Instalado em Sauípe, a 75 km de Salvador em uma área de 66 hectares de Mata Atlântica, o parque abriga lagoas, trilhas, 250 espécies de pássaros, túnel de observação da fauna, museu de história natural, dentre outros atrativos. No ano passado, o local recebeu um público de 11.250 pessoas.
De segunda-feira a sábado, diariamente, a Cetrel disponibiliza dois ônibus para atender aos alunos de 7 a 14 anos da rede pública e oferece lanche durante a visita. Agora, ao invés de partir de iniciativas isoladas dos professores, a visita será estimulada pela própria secretaria. “É muito mais rico ministrar uma aula em local próximo da realidade. Será mais uma forma de estimular a interação dos alunos com o objeto de estudo, além de tornar as aulas mais agradáveis. Essa é uma proposta que casa com o nosso de propósito de tornar a escola um local cada vez mais atrativo para o aluno”, avaliou o secretário Adeum Sauer.
Ao deixar a escola em direção ao parque, é como se os alunos mergulhassem em um túnel do conhecimento. Ali, conteúdos de ciências, geografia, história e outras áreas do saber são trabalhados de forma dinâmica com um forte apelo para o lúdico. Ao entrar no Túnel de Observação da Fauna, além de brincar com as espécies, os estudantes ficam sabendo a classificação de cada um dos animais e não conseguem tirar os olhos dos 17 macacos pregos de barriga amarela se alimentando. Outra parada é na olaria e casa de farinha, onde conhecem os métodos utilizados no passado pelos Tupinambás para produção de cerâmica e farinha.
No Museu de História Natural os estudantes têm acesso a dois universos bastante atrativos. No espaço destinado às ciências naturais, podem conferir diversas espécies de animais empalhados, conhecer o ciclo da vida do nascimento à decomposição, a reprodução do ecossistema das espécies. Já na parte da arqueologia, eles podem ver achados arqueológicos encontrados na área datados de mais de três mil anos. Entre eles, urnas funerais, utensílios da pedra lascada, inscrições rupestres e cerâmicas do povo indígena Tupinambá que no passado habitaram o local.
“Quando mostramos o ritual de canibalismo dos Tupinambás eles não conseguem conter as perguntas. Também há muita curiosidade com relação às urnas funerárias, eles querem saber como os corpos cabiam ali”, conta a educadora ambiental do parque, Mariângela Caria Teixeira. A proposta pedagógica do parque é fazer uma associação entre o passado e o presente, mostrando as mudanças ocorridas tanto culturalmente como no modo de produção. “Educação ambiental não é somente fauna e flora, é a cultura humana”, completa Mariângela Teixeira.
A agenda já está fechada até 30 de junho, mas o professor que tiver interesse pode entrar na fila através do telefone 3634 6866. Para fazer a visita, o único pré-requisito é que, para cada grupo de oito alunos, a escola deve disponibilizar um monitor. O Parque Sauípe foi criado com o objetivo de estimular a conservação do ecossistema e fornecer material para o reflorestamento do Litoral Norte. Doado pela Construtora Norberto Odebrecht ao Instituto Corredor Ecológico Costa dos Coqueiros, o projeto foi desenvolvido pela Cetrel e pela Costa do Sauípe.