O circo também é prioridade para a Secretaria da Cultura (Secult). Na abertura do 2º Encontro Nacional de Escolas de Circo e também do 2º Encontro de Circenses da Bahia, ontem (5), o secretário da Cultura, Márcio Meirelles, anunciou que vai criar políticas específicas e programas de apoio para que o circo floresça em nosso Estado. Os dois encontros acontecem até quinta-feira (8) e reúnem mais de 100 participantes no Circo Picolino, na orla de Salvador.
“Essa é a hora de pactuar e criar as bases para a construção da política cultural para o circo na Bahia”, disse Meirelles, destacando o papel do circo para a formação cultural no interior do Estado e também como suporte para as artes cênicas. Ele adiantou que os programas de apoio ao circo da secretaria serão realizados em parceria com as associações e cooperativas circenses e também com outras instituições do governo, como as secretarias da Educação, da Administração, além do Ministério da Cultura e da Funarte.
Os encontros, segundo Anselmo Serrat, coordenador da Picolino e presidente da Cooperativa de Circenses da Bahia, têm como desafio o início do mapeamento da atividade circense no estado e no país. “Para reivindicar políticas públicas de apoio é imprescindível saber quantos são, onde estão e o que fazem os profissionais envolvidos na atividade circense” explica.
Além do secretário Márcio Meirelles, participaram da abertura dos encontros circenses, o presidente da Associação Brasileira de Circos, Rogério Chagas Sette Câmara, o presidente da Cooperativa de Circenses da Bahia, Anselmo Serrat, a assessora da Coordenação de Circos da Funarte, Alessandra Brantes, o representante do Sindicato dos Artistas da Bahia, Fernando Marinho, a diretora da Academia Brasileira de Circos e vice-presidente da União de Circos Itinerantes, Marlene Querubim, além de representantes da Secretaria Estadual da Educação.
Vale destacar que todas às noites no Circo Picolino tem espetáculo circense, a partir das 20h30, com entrada franca. No picadeiro, durante o dia e também à noite, estão participando cerca de 80 artistas circenses e representantes de 22 escolas de circo de todas as regiões do país, dentre as quais a Escola Nacional de Circo e Intrépida Trupe (do Rio de Janeiro), Escola Picadeiro e Circo Espacial (de São Paulo), Spasso (de Belo Horizonte), Zoim (do Piauí), Circo Social de Macapá (do Amapá), Circo Laheto (de Goiás), Circo Picolino e Circo do Vale do Capão (da Bahia).