O secretário da Cultura, Márcio Meirelles, liderou uma caravana técnica a várias cidades da região do Baixo Sul, reunindo-se com prefeitos, secretários, gestores culturais, lideranças empresariais e produtores e artistas da região. “Mais de 80% dos recursos do Estado para a cultura estavam concentrados na capital e isso vai mudar. Vamos descentralizar as políticas e ações para dar atenção ao interior, trabalhando em parceria com os municípios, os centros de cultura, a universidade e as organizações da sociedade”, afirmou Márcio Meirelles.
Participaram da caravana, representantes da Fundação Cultural, Irdeb, Fundação Pedro Calmon e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, instituições vinculadas à Secretaria da Cultura (Secult). Em todas as reuniões e encontros no Baixo Sul, o secretário explicou que a cultura não pode ser entendida apenas como “belas artes”, o que considera uma visão discriminatória e elitista.
Ele defendeu a ampliação da idéia de cultura, com a inclusão da riqueza dos ritos e manifestações populares, as etapas criativas dos processos de produção, os valores, comportamentos e práticas que constroem a nossa identidade e diversidade cultural, conclamando os governos municipais e as organizações da sociedade a se unirem para a construção participativa de políticas públicas para a cultura que priorizem a diversidade e a identidade.
|Meirelles também enfatizou a importância da cultura para o desenvolvimento, informando que Secretaria da Cultura pretende não só ampliar a produção e o acesso democrático de todos aos bens culturais, mas também agregar valor cultural aos produtos baianos para a geração de riquezas e potencializar a participação da cultura na promoção do desenvolvimento econômico, social e principalmente humano. Para isso, uma das diretrizes estratégicas da Secretaria é atuar em parceria com as outras secretarias estaduais, os municípios e o Ministério da Cultura.
Vale destacar que a região do Baixo Sul, com uma população de mais de 262 mil habitantes, apresenta uma grande diversidade cultural, onde misturam expressões contemporâneas com as tradicionais manifestações, a exemplo da zambiapunga, terno de reis, congada, marujada, maculelê e quilombolas.