Os secretários da Administração, Manoel Vitório, e das Relações Institucionais, Rui Costa, deram continuidade sexta-feira (1º), em Juazeiro, ao diálogo aberto com representantes das universidades estaduais, com o objetivo de convencê-los a retornar às aulas. Presentes na cidade para a plenária do Plano Plurianual Participativo (PPA), os secretários reuniram-se no final da tarde com professores, funcionários e alunos do campus 3 da Uneb.
Quinta-feira (31), o governo havia apresentado a proposta às associações de docentes das quatro universidades estaduais (Uneb, Uefs, Uesc, Uesb) para que, tão logo cesse a greve, seja instalada a mesa setorial específica da educação superior. A sugestão é que a primeira reunião aconteça amanhã (6). Na mesa setorial, o foco será para as demandas de cada área, explicou Manoel Vitório.
Ele destacou que as negociações estão em pleno curso, com cinco mesas setoriais já agendadas para junho, para as áreas de Segurança, Fazenda, Justiça, Saúde e Derba. “Depois da conclusão das negociações na Mesa Central, onde foi fechado o acordo para o reajuste linear e a equiparação do vencimento-base ao salário mínimo, é nas setoriais que vamos trabalhar na reestruturação das carreiras”, afirmou.
Rui Costa lembrou que o governo tem um compromisso com a educação que vai além das negociações salariais com os servidores: recuperar o quadro precário encontrado no setor e garantir professores para todos os alunos matriculados na rede estadual. Nesse contexto, o atendimento às reivindicações salariais específicas da área “será feito de forma responsável, respeitando os limites orçamentários”, disse.
Numa prova de compromisso com as universidades, o governo instituiu, em 15 de maio, grupo de trabalho com a finalidade de propor diretrizes e alternativas que viabilizem a condução das políticas de educação superior, com ênfase na gestão e na melhoria da infra-estrutura. Na reunião de hoje, os problemas da Uneb em Juazeiro foram apresentados aos secretários. Os principais são deficiências de infra-estrutura e cursos que funcionam precariamente.
Para o estudante de Comunicação João Barbosa, é importante o retorno imediato às aulas para que a difícil situação encontrada não se agrave ainda mais com o comprometimento do semestre. “Será pior para todos”, argumentou. Nelma Guedes, professora de Letras, defendeu que os docentes precisam voltar a dialogar. Afirmando ter confiança no governo, ela adiantou que defenderá a posição em prol do diálogo publicamente, na próxima assembléia da categoria.