Seminário discute fomento ao artesanato mineral da Bahia

16/09/2007

Os rumos, entraves para o desenvolvimento e oportunidades de expansão do artesanato mineral baiano são o foco dos debates durante o Seminário “O Artesanato Mineral da Bahia: tendência e desafios”, realizado pelo Minarte – Centro de Apoio ao Artesanato Mineral da Bahia hoje (dia 7) e amanhã, no Museu Geológico da Bahia, situado no Corredor da Vitória, em Salvador.


A abertura do evento reuniu o diretor nacional da União Italiana do Trabalho (UIL), Rocco Carannante; o diretor do Minarte, Bruno Ferro; a secretária de Programas Regionais, Márcia Sartori Damo, representante do Ministério da Integração Regional; e os secretários estaduais Rafael Amoedo (Indústria, Comércio e Mineração) e Nilton Vasconcelos (Trabalho, Emprego, Renda e Esportes).


Durante a solenidade de início dos trabalhos, os integrantes da mesa foram unânimes ao destacar a importância da atuação conjunta das entidades para vencer os desafios de capacitação técnica, modernização do design e criação de estruturas de marketing e comercialização, capazes de contribuir para o fomento a atividade, considerada de grande importância para a política de geração de trabalho e renda no Estado.


Entre os palestrantes, estão especialistas de instituições internacionais como a Universidade de Roma, a União Italiana do Trabalhador – UIL, o Progetto SUD, que gere programas de cooperação social no Brasil, além de órgãos e entidades nacionais e estaduais ligadas ao artesanato mineral, à economia solidária e ao microcrédito.


Núcleos de treinamento


O artesanato mineral baiano começou a receber apoio do governo estadual na década de 80, com a instalação de pequenas unidades de treinamento e formação de artesãos em diversas modalidades, tais como lapidação, produção de peças decorativas, utilitárias, entre outras. Na época, o trabalho era desenvolvido pela secretaria estadual de Minas e Energia.


Há sete anos o programa foi transferido para a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), que o ampliou e instalou novas unidades em municípios como Jacobina, Gentio do Ouro, Potiraguá, Nova Fátima, Juazeiro e Salvador. Hoje, o estado possui um total de 30 núcleos de treinamento, que trabalham utilizando a grande disponibilidade de minerais do território baiano e têm capacidade para treinar anualmente cerca de 500 artesãos.


Apesar desse avanço, é consenso que ainda há muito que fazer para aproveitar melhor o potencial da produção estadual e, com isso, ampliar os benefícios para as comunidades com vocação para desenvolver a atividade economicamente. Entre as necessidades já detectadas estão a formação de empreendedores e empresários, inovação do design, melhoria da qualidade e a estruturação da cadeia produtiva.


Parte desse suporte deverá ser viabilizado pelo Minarte, instalado em Salvador com o apoio do Progetto Sud - UIL, da Unione Italiana Del Lavoro, que em 2004 fechou convênio para instalação do Centro com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e SICM. Com esse apoio e parceria com outros agentes e instituições do mercado, a expectativa é que o Minarte atue mais fortemente nas ações de capacitação técnica, gerencial e comercial, e possa contribuir para o desenvolvimento de linhas qualificadas dos produtos, do arranjo produtivo e de canais de comercialização para os artesãos.


A parceria do governo baiano com o Progetto Sud - UIL e a Região da Lombardia (Itália), com a qual o governo baiano também assinou protocolo de cooperação, é considerada oportuna e de grande auxílio, devido à tradição e experiência do país europeu nas atividades artesanais.


Também participaram da abertura do seminário, na manhã de hoje, o reitor da Universidade do Estado da Bahia, Lourisvaldo Valentim da Silva; o diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Rafael Avena; o superintendente do Promo – Centro Internacional de Negócios, Ricardo Saback e o superintendente de Indústria e Mineração, Antonio Carlos Matias, juntamente com artesãos vindos de diversos municípios baianos.