Sistema metroviário de Salvador poderá ter trem magnético

16/09/2007

O sistema metroviário de Salvador poderá ser complementado com linhas para trens de levitação magnética, transporte considerado mais rápido, barato e menos poluente da atualidade. Os secretários Ronald Lobato (Planejamento), Ildes Ferreira (Ciência e Tecnologia) e Afonso Florence (Desenvolvimento Urbano) conheceram o Maglev – tecnologia brasileira do veículo, desenvolvida no Laboratório de Aplicação de Supercondutores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Responsáveis pelo Maglev, os professores Eduardo Davi e Geraldo Queiroz propuseram a formação de uma parceria para o desenvolvimento e implantação da tecnologia na Bahia. O projeto teria como foco a instalação de etapas subseqüentes do metrô de Salvador, hipótese levantada pela Seplan visando à retomada do traçado inicial do sistema.


Desta forma, além das linhas que já estão sendo construídas, seriam implantadas as ligações Pirajá/Cajazeiras/Acesso Norte e, posteriormente a ligação com o aeroporto. “A idéia é atender a populações de baixa renda e promover a expansão urbanística do município”, afirmou Ronald Lobato.


Já o secretário Afonso Florence destacou que a ampliação do transporte coletivo para o Litoral Norte pode ser uma alternativa viável para desafogar Salvador também no aspecto habitacional. “Nós temos um déficit habitacional de cerca de 100 mil moradias. Se tivermos um sistema de transporte eficiente para outras regiões, as pessoas podem trabalhar em Salvador e morar em outros lugares”, explicou o secretário.


Desprovido de trilhos, que são substituídos por camas de ímãs permanentes, o trem magnético não tem rodas nem truques e é movimentado por levitação eletromagnética através de condutores. O sistema, cuja operação e manutenção são consideradas três vezes mais baratas que a do trem convencional, é utilizado no transporte urbano da Alemanha, Japão e China. Entre os três países, a tecnologia chinesa é considerada a mais eficiente. O percurso de 36 quilômetros entre o aeroporto de Xangai e o centro da cidade é feito em 8 minutos.


Na Alemanha, estudos constataram que, a 300 quilômetros por hora, a emissão de CO2 pelo trem magnético, o Transrapid, é de 23 gramo contra 30 gramo emitido pelo convencional. Quando a velocidade é de 400 quilômetros/hora, os automóveis emitem 60 gramo e os aviões 190. A 200 quilômetros por hora, o trem magnético é inaudível e consome 22 watts de energia elétrica, enquanto o convencional consome 29 watts.