Um homicídio ocorrido no dia 10 deste mês no subúrbio ferroviário de Salvador, após um desentendimento por causa de um cavalo, foi esclarecido pela Delegacia de Homicídio (DH), localizada no Complexo Policial dos Barris. O traficante de drogas Tiago Luiz Araújo dos Santos, de 18 anos, preso com uma sacola plástica contendo 291 gramas de crack e cocaína, confessou o homicídio. O crime aconteceu na rua da Bomba, em Rio Sena, tendo como vítima Cleverson Ferreira Conceição, 19 anos, o “Barata”, executado com vários tiros que o atingiram a cabeça, braços e barriga.
O criminoso foi preso no final da tarde de ontem (18), em Rio Sena, após um tiroteio com policiais da DH, comandados pelo delegado titular Kleuber Menezes, que resultou na morte do traficante de drogas Cleber do Amor Divino, 26 anos, também conhecido pelo apelido de “Quito”. Segundo o delegado Kleuber Menezes, as diligências tiveram início após uma denúncia anônima da presença dos dois traficantes e que um deles seria o autor do assassinato de Barata, mas quando os policiais chegaram ao local foram recebidos à bala.
No confronto, “Quito” acabou alvejado e morreu no Hospital João Batista Caribe, em Periperi, enquanto Tiago se entregou e foi autuado em flagrante por tráfico de tóxico. Além da droga, parte em forma de trouxinhas para a venda, os policiais apreenderam com Tiago um revólver Taurus calibre 38, com numeração raspada, e uma touca tipo brucutu.
Ao ser apresentado hoje (19) à imprensa, no prédio sede da Polícia Civil, na Piedade, Tiago disse que matou “Barata” porque ele quebrou a pata do cavalo e se recusou a pagar uma indenização no valor de R$ 300. “Ele (Barata) pegou meu cavalo de madrugada e depois o animal apareceu com a pata quebrada”, contou o homicida, afirmando que, para cometer o crime convidou “Barata”, que era usuário de drogas, para uma reunião na casa de Quito.