Representantes de 18 tribos de vários territórios da Bahia estarão reunidos em Salvador, segunda (16) e terça-feiras (17), no I Seminário Política Cultural para os Povos Indígenas, com o objetivo de discutir políticas culturais voltadas para os povos indígenas do estado. O seminário é uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que visa a inclusão das tribos na construção conjunta de propostas.
As propostas apresentadas pelas tribos vão fazer parte do programa mais amplo da Secretaria, de escuta de todos os setores e que vai culminar com a II Conferência Estadual de Cultura, programada para julho. Além da escuta às principais demandas das tribos, o seminário vai colher subsídios para a articulação de políticas governamentais com programas acadêmicos realizados por universidades públicas, a exemplo do Programa Universidade Indígena e Quilombola, da Ufba.
A abertura do evento, a partir das 8h, na Sala de Conselhos da Reitoria da Ufba, contará com a presença do secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, do Pró-Reitor de Extensão da Ufba, Ordep Serra, e do superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da Secretaria da Justiça, Frederico Fernandes, além de lideranças de associações indígenas.
Entre os representantes de organizações indígenas, já confirmaram presença a Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoime), Associação de Professores Indígenas do Norte e Centro Oeste da Bahia (Apinoba) e Comissão de Educadores Indígenas (Coedin).
Também participarão representantes da Associação Nacional de Ação Indigenista/Bahia (Anai-BA), Grupo de Educação e Relações Sócio-Culturais e Ambientais da Universidade Católica de Salvador (Ucsal), Programa de Pesquisa sobre Povos Indígenas do Nordeste e do Brasil (Pineb), Núcleo Irai de Desenvolvimento Sustentável da Universidade Estadual de Feira de Santana e Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Segundo Márcio Meirelles, a intenção é “buscar o diálogo e a parceria com os povos indígenas da Bahia para a realização de ações que contribuam para a afirmação da identidade cultural dos índios no Estado”, lembrando que o primeiro contato com as tribos aconteceu durante o projeto Rito de Passagem, em janeiro, no Museu de Arte Moderna (MAM).