Variedades de atemóia ganham destaque em pesquisa com fruteiras

16/09/2007

Estudar o comportamento agronômico de quatro variedades de Atemóia quanto ao seu desenvolvimento e produção, e avaliar manejos de poda associados à nutrição mineral é mais um trabalho de pesquisa desenvolvido pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA) com fruteiras exóticas. A atemóia é resultante do cruzamento da cherimólia com a pinha e poderá ser mais uma alternativa econômica para os produtores da região.


O trabalho com a atemóia está sendo conduzido em dois tipos de solos (aluvião e vertissolo) da região do Submédio São Francisco, que apresentam condições adequadas para sua produção. Os experimentos vêm sendo analisados semanalmente pelos pesquisadores da EBDA e Uneb nos dois tipos de solo. “Os resultados da pesquisa com atemóia vão permitir estabelecer um desenvolvimento socioeconômico mais equilibrado na região e nós acreditamos nessa idéia”, disse o presidente da empresa, Emerson Leal.


As áreas de experimentação funcionam na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), parceira no projeto, e na Unidade de Execução de Pesquisa da EBDA (UEP Mandacaru), ambas no município de Juazeiro. As variedades avaliadas são a Thompson, African Pride, Gefner e QAS, implantadas nos solos aluvião (Uneb) e vertissolo (UEP Mandacaru).


Em bom estado vegetativo, as plantas do campus da Uneb encontram-se em fase de colheita, enquanto as da UEP Mandacaru encontram-se em fase de floração. A atemóia é uma fruta já cultivada na região do Submédio São Francisco, em pequena escala, por produtores que buscam alternativas lucrativas de exploração comercial.


Outra atividade desenvolvida pela empresa, paralelamente, é a capacitação de produtores, técnicos e estudantes. Através de palestras e visitas ao campo, eles são instruídos quanto às diversas fases da cultura, desde o plantio até a colheita. O projeto foi financiado, inicialmente, com recursos do Fundeci (Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), do Banco do Nordeste, e, atualmente, os recursos necessários à condução são de responsabilidade da EBDA.