Uma blitz realizada hoje (8), pela Agerba, em Feira de Santana, apreendeu seis automóveis de passeio que faziam transporte clandestino para Salvador. Entre os veículos apreendidos estava o Corsa JPB-7007, que transportava três passageiros conduzindo cerca de 750 DVDs piratas, que seriam comercializados na capital. O motorista Roque Marques Lima e os demais ocupantes do carro foram presos em flagrante pela polícia.
A ação crescente dos clandestinos no sistema intermunicipal de transporte de passageiros tem se constituído em uma preocupação constante da Agerba. “O veículo apreendido hoje em Feira estava praticando dois delitos: o transporte irregular de passageiros e a condução de produtos piratas. É uma situação que não pode continuar, porque é muito prejudicial para a sociedade”, alertou o diretor-executivo da Agerba, Antonio Lomanto Netto.
Somente na região de Feira existem cerca de 200 veículos transportando irregularmente passageiros para Salvador. Seguindo as diretrizes estabelecidas pelo secretário de Infra-Estrutura, Antônio Carlos Batista Neves, a Agerba vem promovendo blitze constantes para inibir a ação dos clandestinos, não só em Feira, como na Ilha de Itaparica, nas regiões sul e sudeste e na Linha Verde, sempre com o apoio das polícias rodoviárias federal e estadual.
“O combate ao transporte clandestino não deve ser uma preocupação apenas da Agerba, mas da sociedade como um todo. Os clandestinos não oferecem segurança pois não são vistoriados e, em caso de acidente, deixam os passageiros sem qualquer cobertura de seguro”, observou Lomanto Netto.
Ele disse que uma solução definitiva só virá quando houver regras para o sistema complementar de transporte e explicou que a agência estadual está elaborando um projeto específico para o setor, que deverá estar concluído nos próximos 60 dias. A idéia é organizar, em cooperativas e associações, aqueles que operam hoje clandestinamente e, mediante licitação pública, permitir que possam trabalhar dentro de regras e atendendo aos requisitos de segurança estabelecidos pela Agerba.
“Existe uma grande preocupação do governo da Bahia com a questão social e com geração de emprego e renda. A organização em cooperativas daqueles que operam irregularmente é uma alternativa para que o trabalho seja mantido. Mas outra questão que também preocupa muito é a segurança do cidadão. O número de acidentes com vítimas fatais envolvendo o transporte clandestino é preocupante e é dever da Agerba, como órgão regulador e fiscalizador, exercer o seu papel e estabelecer normas para solucionar o problema”, sustentou o diretor.