Walmir Mota é empossado na Fundac

16/09/2007

O novo diretor da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), Walmir Mota, tomou posse hoje (06), pela manhã, na sede da instituição. Na solenidade, que contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Valmir Assunção, também foi empossada a nova diretora-adjunta da Fundac, Ieda Franco.


Em seu discurso, Mota afirmou que um dos desafios será o de mudar a imagem da fundação. “É importante que a sociedade perceba a Fundac como um espaço que pode fazer a diferença na vida do adolescente que cometeu um ato infracional”, disse.


Segundo ele, a comunidade deve entender que o adolescente é levado a cumprir medidas sócio-educativas porque “a ele foram negados direitos como o acesso à saúde, educação, cultura e moradia”. Mota destacou ainda que a luta por políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente terá como objetivo sanar essa enorme dívida social com os meninos e meninas da Bahia. “Não dá para ficar calado frente à dívida social que os governos passados têm com as crianças e adolescentes desse rstado. Ninguém quer ser um menor infrator, isso é resultado de uma sociedade injusta, na qual a renda é mal distribuída”, pontuou.


O secretário Valmir Assunção destacou que os servidores e parceiros da Fundac podem trabalhar juntos para transformar a instituição. “Precisamos fazer com que todos estejam imbuídos nesta tarefa”, disse, ressaltando a necessidade de unir esforços para que os adolescentes tenham oportunidades de trabalho após o período de internação. “Se não conseguirmos isso, é porque nosso projeto de sociedade está falido”.


Assunção destacou que a nova diretoria vai precisar escutar a sociedade, mas também ter a capacidade de ouvir os adolescentes. “São eles que estão cumprindo medidas sócio-educativas. É preciso saber extrair o desejo dessas pessoas para não cometer os mesmos erros do passado. Nós queremos fazer uma Fundac forte e respeitada”, declarou.


A nova diretora-adjunta, Ieda Franco, também enfatizou a importância da implementação de políticas públicas transversais para evitar que os adolescentes cometam atos infracionais. “Quando reduzimos as desigualdades, também reduzimos a violência”, disse.


Segundo ela, a falta de assistência potencializa o risco dos adolescentes chegarem à Fundac. “Vamos precisar de uma articulação com as demais secretarias, com empresários e outros parceiros. A passagem pela Fundac não pode ser um carimbo para o retorno à marginalidade”, defendeu.


A solenidade também contou com a presença do ex-diretor adjunto da Fundac, Manoel Carlos Formigli, do juiz da 2ª Vara da Criança e do Adolescente, Nelson do Amaral, e dos deputados Yulo Oiticica e José das Virgens, entre outras autoridades.