Alternativas para produção do fumo são discutidas em seminário

10/10/2007

A cultura fumageira na Bahia se destaca em segundo lugar no Nordeste e em quinto no ranking nacional. O cultivo tem ainda uma geração expressiva de renda e ocupação no campo para os agricultores familiares, responsáveis pela quase totalidade de produtores de fumo (98%). No Estado, essa atividade ocupa a mão-de-obra de mais de 15 mil agricultores e ainda emprega 4.739 pessoas no sistema integrado com as grandes empresas produtoras e exportadoras de fumo em folha e/ou charutos. A fumicultura é base de 36 municípios da Bahia.

Para discutir a situação da agricultura familiar dentro da cultura fumageira, no contexto do tratado internacional de Saúde Pública da Convenção Quadro, que prevê a erradicação gradativa das lavouras de fumo, aconteceu hoje (10) um seminário na Casa Kolping, no bairro da Boca do Rio.

Segundo o superintendente da Agricultura Familiar (Suaf) da Secretaria da Agricultura (Seagri), Ailton Florêncio, o maior desafio é substituir, no caso da Bahia, a atividade por outra que tenha capacidade de gerar renda e postos de trabalho de maneira tão expressiva como a cultura do fumo. “Buscar alternativas vantajosas para esses produtores é prioridade nacional e, portanto, do Governo do Estado”, considerou.

Durante o evento foram apresentadas políticas públicas para a diversificação em áreas cultivadas com tabaco na região Nordeste. O seminário reuniu agricultores familiares, fumicultores e técnicos dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Paraíba. O evento é uma realização do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e tem o apoio da Seagri, através da Suaf.



Região produtora



No Recôncavo da Bahia, principal região produtora de fumo em folhas e responsável por 44% da produção no estado, a cultura constitui-se uma das principais atividades agrícolas, juntamente com a mandioca, o feijão, o milho e citros. Dos 33 municípios da região, 19 cultivam fumo.

As principais zonas de produção estão nas regiões de Cruz das Almas, Feira de Santana e Alagoinhas. Este ano, o valor bruto da produção de tabaco, deverá alcançar R$ 55,6 milhões, um crescimento de 4,61% em relação à safra passada.

As indústrias de charutos (todas localizadas no Recôncavo), geram mil empregos diretos. As empresas que processam e beneficiam o fumo, todas também localizadas na região, proporcionam ainda 4.138 empregos diretos.

Segundo o diretor de Política Agrícola da Seagri, José Carvalhal, a Bahia é o segundo maior produtor da região Nordeste e participa com aproximadamente 42% da produção de fumo em folhas, estando atrás apenas de Alagoas”.