Trade turístico não aceita redução de vôos de Congonhas para Salvador

05/10/2007

Por unanimidade, o trade turístico da Bahia considerou inaceitável as medidas tomadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, para a recomposição da malha aérea, que resultou no cancelamento de 12 vôos do Aeroporto de Congonhas (SP) para a Bahia. A revisão das medidas é a principal reivindicação do trade, que consta da uma carta produzida na reunião que realizaram, hoje (5), no Centro de Convenções, com o secretário de Turismo, Domingos Leonelli, a presidente da Bahiatursa, Emília Silva, e a presidente da Comissão dos Desportos e de Turismo da Câmara Federal, deputada Lídice da Mata.

O documento, que será entregue ao ministro, mostra que as medidas de reorganização da malha aérea não afetarão apenas o turismo, mas também outros segmentos econômicos no estado. Segundo Leonelli, o cancelamento de três dos cinco vôos ligando Congonhas a Ilhéus, vai prejudicar a indústria de informática do município, que tem na aviação o principal meio de transporte dos produtos. Emília disse que a medida resultará num grande golpe para a Bahia, representando uma perda de 150 mil turistas/ano

Sobre o aeroporto de Ilhéus, o documento também questiona as medidas impostas pelo Ministério da Defesa, como a redução da pista sob a alegação de segurança. O trade salienta que nesses 40 anos de sua existência nunca houve acidente ou incidente grave.

O documento sugere ao ministro, entre outras medidas, ampliar a capacidade aeroportuária de São Paulo, liberar saída de vôos de Congonhas para cidades de até 1.380 quilômetros, liberar o aeroporto de Congonhas nos finais de semana para os vôos Charters para a Bahia e Nordeste, diminuir o espaçamento entre uma aeronave e outra, que era de cinco milhas e agora passou para 15 milhas e diminuir o stop para decolagem, que era de 30 minutos e passou para 40 a 50 minutos.

Na reunião, o secretário foi informado pelo superintendente da TAM no Nordeste, Davidson Botelho, que a Agencia Nacional da Aviação Civil cancelou o único pouso no aeroporto de Una, sob a alegação de que os equipamentos de segurança são insuficientes.

Preocupado com a possibilidade situação persistir, o trade turístico teme o desemprego em toda a cadeia produtiva, com o fechamento de estabelecimentos. “Ainda não podemos mensurar em termos de número, mas o setor vem sofrendo nos últimos dois anos com a crise na aviação, o que tem representado uma queda de 35%, no fluxo turístico do estado. Agora, com mais esse problema, será um tiro na nuca”, disse Alexandre Zubramam, do complexo de Sauipe.