Conselho de Direitos Humanos discute políticas públicas para a segurança

07/11/2007

A construção de uma polícia cidadã com a participação dos diversos segmentos da sociedade, foi defendida, hoje (7), pela secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Marília Muricy, no seminário realizado pelo Conselho Estadual de Proteção aos Direitos Humanos, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem). O objetivo do evento foi discutir a elaboração de políticas públicas para a segurança do estado.

Na palestra que realizou sobre “Aspectos Conceituais e Institucionais de uma Política de Segurança Pública”, a secretária forneceu elementos importantes para a reflexão acerca de um novo modelo de segurança. “É preciso usar o argumento científico para legitimar todo instrumento de intervenção social”, declarou Muricy, se referindo ao ciclo de fatores e problemas existentes na relação entre crime e sociedade.

A secretária citou o filme Tropa de Elite para mostrar como a mídia reforça a estigmatização negativa dos que não têm condições de exercitar a força e o poder. “No filme, o capitão do Bope aparece como alguém que sofre, tem uma família e divide-se entre o sentimento do dever e a repulsa dos seus atos. O bandido não tem história, é visto só como bandido”, argumentou.

O subsecretário de Segurança Pública, Ari Pereira de Oliveira, afirmou que espera um envolvimento dos setores sociais de modo proativo, harmônico e sinérgico. “É importante estimular o intercâmbio de informações e a troca de experiências, por meio de fóruns e seminários”, enfatizou, reforçando a necessidade da realização de um trabalho conjunto: “Iremos estabelecer uma política estadual de preparação para uma nova polícia, contando não somente com a participação dos integrantes do Sistema Estadual de Segurança Pública, mas também com o trabalho integrado com as dez secretarias estaduais e com todos os outros segmentos da sociedade, num movimento harmônico”.

O evento, promovido pela SJCDH, em articulação com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), contou com a participação ainda do promotor de Justiça, Almiro Soares Filho, do sociólogo Gey Espinheira e do criminólogo Riccardo Cappi.