“Estamos fazendo um levantamento do ocorrido. Vamos averiguar se houve falha nas tomadas de decisões anteriores, pois não podemos nos posicionar e fazer juízo sem ter certeza de nada”, afirmou o governador Jaques Wagner, hoje (26), em entrevista coletiva na tribuna de honra do estádio Otávio Mangabeira (Fonte Nova).
Sobre a venda dos ingressos, o governador foi taxativo: “O encargo da venda dos ingressos não é da Sudesb (Superintendência de Desportos do Estado da Bahia). Essa é uma responsabilidade apenas do Bahia. Se foram vendidos ingressos a mais do que a quantidade permitida, o Estado não pode responder por isso”.
“Se a interdição da Fonte Nova levar três a quatro meses a Sudesb terá que dar um jeito no Estádio de Pituaçu para atender à demanda dos jogos do campeonato baiano”, adiantou o diretor-geral da Sudesb, Raimundo Nonato Tavares da Silva (Bobô), referindo-se ao Estádio Metropolitano Roberto Santos (Pituaçu).
Questionado sobre o que será feito a partir de agora, Bobô lembrou que “no ano passado, a empresa Geluz fez uma avaliação da infra-estrutura do estádio durante três meses e nada de importante foi detectado. Apenas, questões estéticas foram levantadas. Não havia nada que sinalizasses esta tragédia”.
Bobô refutou ter conhecimento do relatório do Sindicato de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) que considerava a Fonte Nova em estado lastimável pela falta de manutenção. “Quando recebemos o estádio no inicio do ano com 75% dele interditado fizemos as intervenções devidas, inclusive, durante o Campeonato Baiano”, afirmou.