Groupama 2 é o veleiro vencedor da Regata Jaques Vabre

14/11/2007

A Baía de Todos os Santos ficou mais colorida na manhã de hoje (14) com a chegada a Salvador do veleiro Groupama 2, um trimarã que venceu a Regata Transat Jacques Vabre.


Com partida do porto de Le Havre (França), principal importador de café do planeta, esta rota era conhecida como a “rota do café”, ligando os dois hemisférios e cruzando a linha do Equador. A mais badalada regata transatlântica acontece desde 1993, a cada dois anos, e é promovida pela marca de café européia Jacques Vabre, do grupo Kraft Suchard, para dar visibilidade ao produto no mercado internacional.


A competição reúne os veleiros mais rápidos do mundo. Os barcos, monocascos e multicascos, tripulados por duplas de navegadores chegam a desenvolver 40 nós (72 quilômetros por hora).


Responsável pela organização da prova, o francês Pierre Bojic, da Pen Duick, destacou a importância da regata para a repercussão na mídia internacional. Na Europa, a competição ocupa espaço nas redes de TV e em publicações (jornais e revistas especializadas em esportes náuticos). Ainda segundo Bojic, a travessia se constitui numa experiência inusitada para os tripulantes das embarcações, pelo fato de na Europa o inverno já deixar as temperaturas na faixa de 1ºC e no Brasil nos encontrarmos perto do verão, com temperaturas beirando os 40ºC.


O consultor de comunicação de regatas internacionais da Embratur, Valter Garcia, ressaltou a vocação da Bahia para a consolidação do turismo náutico e esportivo e citou, como principais atrativos, as Baías de Todos os Santos e de Camamú.


Para o Governo da Bahia, as regatas internacionais se constituem num instrumento importante para o desenvolvimento do turismo náutico internacional, como forma de geração de emprego e renda. Estudos realizados pelo Ministério do Turismo revelam que cada barco com mais de 25 pés (9 metros) gera de três a cinco empregos diretos; e o turista que chega de barco gasta cinco vezes mais do que o que vem de avião.


O turismo náutico é um dos poucos setores em que o turista continua gerando divisas para o país visitado, mesmo após voltar para seu país de origem - normalmente os turistas que chegam em seus veleiros voltam de avião e deixam os barcos no país, para poderem aproveitar melhor a próxima temporada.


O fomento do turismo náutico está diretamente ligado ao desenvolvimento da indústria náutica. Dados da Associação Brasileira de Construtores de Barcos (Acobar) mostram que, para cada 1 mil barcos construídos, o setor gera 7 mil empregos diretos. A pesquisa mostra também que a indústria náutica é o setor que mais emprega por dólar investido.


Hoje, no Brasil, existem 151 estaleiros (barcos a motor, barcos à vela e botes); 654 marinas privadas, iates clubes e garagens náuticas; 1.247 operadoras de mergulho; 856 pousadas e hotéis à beira de praias, rios, lagos e represas; 1.518 lojas náuticas, brokers e turismo; e 1.242 oficinas e lojas de acessórios e implementos.