Ministro apresenta relatório com panorama geral da saúde no país

30/11/2007

Convidado para participar do Fórum de Governadores do Nordeste, realizado hoje (30) em Salvador, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, traçou um panorama geral da saúde do brasileiro nos últimos anos. No evento, ele apresentou o relatório intitulado Saúde e Desenvolvimento, com Crescimento, Transformação e Equidade, onde estão enumeradas as ações prioritárias na área de saúde para o período de 2008 a 2011 no Brasil, um país onde 70% da população depende do Sistema Único de Saúde (SUS).


O documento aponta que a saúde deve ser vista não apenas como gasto, mas também como fator de desenvolvimento, pois gera 8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega nove milhões de brasileiros em atividades de maior qualificação. Entre os problemas críticos ressaltados, estão o predomínio de um modelo burocratizado de gestão, o baixo investimento na qualificação de recursos humanos e a inexistência de capacidade produtiva do país em medicamentos e vacinas.


Também são indicadas medidas que podem sanar problemas, como a aplicação de maiores investimentos na regionalização dos serviços de saúde, a qualificação das redes de alta complexidade, a expansão da capacidade de transplantes no SUS, a recuperação de hospitais universitários e a ampliação das ações de promoção para a atenção integral à saúde do idoso.


O envelhecimento da população foi a mudança mais acentuada que o Brasil registrou em seu padrão demográfico nos últimos anos. Em 1981, havia seis idosos para cada 12 crianças de até cinco anos. Em 2004, já eram seis idosos para cada cinco crianças de até cinco anos.


Números referentes a determinadas doenças são destacados no relatório, a exemplo da Aids, que apresentou um quadro de infecção estável entre 2000 e 2004, com cerca de 600 mil portadores do vírus no país. A oscilação da incidência é considerada pequena, com algo em torno de 30 mil novos casos por ano, e a taxa de prevalência na faixa etária de 15 a 49 anos permanece em 0,6% – 0,8% entre os homens e 0,4% entre as mulheres.


Entre 1996 e 2006, houve uma duplicação do número de municípios infestados pelo Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, passando de 1.753 para 3.970 cidades com casos da doença. Por outro lado, a varíola e a poliomielite já foram erradicadas ou estão em fase de erradicação, o que não impede que as medidas de prevenção e controle sejam mantidas. As taxas e de letalidade da malária na Amazônia e de mortalidade infantil em todo o país, por sua vez, vêm caindo ano após ano. Esta última declinou 37% desde 1996, com destaque para os estados do Ceará e Pernambuco, que apresentaram redução de 45%.