Secretários convidam empresários paulistas a investir na Bahia

27/11/2007

Infra-estrutura, incentivos fiscais, nota fiscal eletrônica e turismo foram os temas do almoço que reuniu, em São Paulo (SP), 330 empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) e 18 jornalistas paulistas com os secretários da Fazenda, Carlos Martins, e da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, Rafael Amoedo.


Perguntado se o Governo da Bahia acha que valeu a implantação da fábrica da Ford no estado, o secretário da Fazenda disse que os resultados devem ser comemorados: “Não vamos ficar olhando para o passado. A vinda da Ford poderia não ser tão onerosa para o Estado, mas foi interessante. E ela levanta outra questão que é a urgência de uma reforma tributária, pois o país não suporta mais esse clima de guerra fiscal”.


Os empresários questionaram as deficiências na estrutura dos portos e das rodovias e se elas vão ser superadas. O secretário da Indústria e Comércio informou que há um planejamento em curso para superar todas essas adversidades no setor de infra-estrutura, com ética e transparência, com diálogo e mudança de estilo.


“Temos investimentos do PAC, apostamos nas PPs e nas novas concessões. Já temos recursos para a construção da ferrovia oeste-leste, mostrando que somos a melhor rota geográfica. Até 2010, a ferrovia estará construída. E sobre a reparação das rodovias e construção de novas, também temos recursos e já iniciamos obras em algumas. Temos ainda recursos para melhorar o aeroporto de Salvador, sua via de acesso, construção da via portuária, e do novo aeroporto de Ilhéus, e para reequipar o de Itabuna”, respondeu Amoedo, ao informar que o governador e sua equipe obtiveram importantes parcerias na China para investimentos na Bahia.


O empresário André Franco Montoro Filho, presidente do Ético Empresarial, perguntou sobre a nota fiscal eletrônica. O secretário da Fazenda defendeu a implantação do projeto, cujo piloto foi na Bahia, em todo o Brasil. “Até junho, todos os estabelecimentos da Bahia deverão usar a nota fiscal eletrônica. E a partir de abril, combustíveis e cigarros também. Ela está sendo um sucesso e será fundamental para a Reforma Tributária”, frisou Martins.


O secretário da Indústria e Comércio respondeu ao presidente da CVC, Guilherme Paulus, sobre as obras no porto de Salvador para navios de grande calado e a José Guilhermo, da Tam Rotas, a respeito dos prejuízos causados pelo cancelamento de vôos para a Bahia e a segurança no Pelourinho.


“O turista não precisa se preocupar. A Bahia está se preparando para receber os 80 cruzeiros marítimos. E, ao mesmo tempo, fazendo obras no Centro Histórico. Nada vai se resolver com conversa. Precisamos de mais investimentos para crescer, e nisso os empresários podem colaborar. E por outro lado, a segurança em Salvador passa por um tripé: saúde, educação e emprego. Embora o nível de emprego esteja crescendo na Bahia, precisamos de R$ 8 bilhões de investimentos para gerar mais empregos. E o cancelamento dos vôos já foi revisto pelo ministro da Defesa”, concluiu Amoedo.


Terceiro mandato


Mesmo tendo cancelado sua participação pessoal no almoço, segunda-feira (26), devido ao acidente ocorrido domingo no estádio da Fonte Nova, o governador Jaques Wagner conversou com os empresários e jornalistas por videoconferência.


A principal pergunta dos empresários foi se ele concordava com a tese do terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Sou totalmente contra a essa hipótese. A quebra da estabilidade das regras eleitorais poderia trazer prejuízo para o país. E não seria o coroamento do que o presidente Lula vem fazendo de bom pelo Brasil”, respondeu.