Fim da CPMF pode afetar a Bahia

13/12/2007

“É possível que um dos impactos da não prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) seja a redução dos valores disponíveis para o PAC, que estavam programados pela União, o que pode afetar nossa realidade e intenções de investimentos”. O comentário do secretário estadual de planejamento, Ronald Lobato, foi feito hoje (13), durante a exposição do mapa estratégico do estado, no auditório da Associação Comercial da Bahia (ACB).


De acordo com o secretário, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê o aporte de R$ 6,731 bilhões no estado até 2010, mas os efeitos para a Bahia, da não prorrogação da CPMF só deverá ser conhecido amanhã. “Solicitei um estudo sobre esse resultado, porém, neste momento, o peso político será fundamental para conseguir os recursos de que precisamos”, afirmou.


Outro ponto destacado foi a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) ontem (12), na Assembléia Legislativa, atendendo ao ambicioso programa de logística e infra-estrutura já previsto no Plano Plurianual (PPA) 2008-2011. “Os parlamentares compreenderam que queremos fazer da Bahia um pólo de desenvolvimento nacional e, conseqüentemente, articulado com o país, com os estados nordestinos e com todas as regiões nas quais temos fronteiras”, ressalta Lobato.


Como ações articuladoras está previsto o investimento de R$ 2,5 bilhões na construção da Ferrovia da Integração Oeste/Leste, que será especializada em granéis, além da recuperação e ampliação de rodovias, portos, hidrovias e implantação de ligações intermodais.