A distribuição de rosas brancas e o canto em homenagem à Oxum (deusa das águas doces) marcaram hoje (dia 27), a posse dos membros do Conselho de Acompanhamento e Aplicabilidade das Cartas pelas Águas, no Auditório Paulo Jackson, da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH).
As Cartas foram construídas coletivamente pelas comunidades tradicionais (pescadores e marisqueiras, quilombolas, indígenas, povos do campo e comunidades de terreiro), e pelos segmentos mulheres, empresários, crianças e juventude que, de agosto a novembro deste ano, participaram dos Encontros Pelas Águas, promovidos pela SRH. Todas serão encaminhadas como diretrizes para a elaboração de políticas públicas pela águas na Conferência Estadual de Meio Ambiente, prevista para março de 2008.
Durante a posse, o diretor-geral da SRH, Julio Rocha, salientou que os Encontros Pelas Águas foram momentos de diálogo, construção e aprendizado a partir, sobretudo, da troca de experiências com as comunidades tradicionais que ocupam espaços e sabem cuidar da natureza. “Esses foram encontros das pessoas pelas águas, nos quais elas se uniram em busca de resultados positivos para proteção e conservação dos recursos hídricos. Foram importantes instrumentos de avanço nas políticas públicas das águas”, disse.
Na oportunidade, ele anunciou uma boa nova para 2008. Informou que em janeiro serão abertos editais para que investimentos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos sejam destinados para a proteção das fontes e nascentes nas comunidades tradicionais. “Vamos ter verba para fazer projetos que possam chegar na ponta para que essas pessoas tenham acesso às políticas públicas”, afirmou.
Tanto os integrantes do Conselho quanto os que trabalharam nos Encontros receberam certificados da SRH. Para Katia Marilda Reis, da Secretaria da Fazenda, que atuou como moderadora auxiliando as comunidades tradicionais e demais segmentos na construção das Cartas pelas Águas, considerou a experiência enriquecedora. Para a diretora de Relações Institucionais da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Kitty Tavares, o forte dos encontros foi o contato direto e a postura de transparência da atual gestão. A representante das comunidades de Terreiro, Rita Bárbara, disse que a expectativa de todos é que as sugestões retiradas nas Cartas possam ser consolidadas como políticas públicas na Bahia.