Inquietações revela angústia como impulsora da criação

09/01/2008

A Galeria do Teatro do Instituto Central de Educação Isaías Alves (Iceia) recebe, amanhã (10), a exposição “Inquietações”. Os trabalhos, da mostra coletiva dos alunos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, expressam as dúvidas e incertezas dos artistas visuais autônomos. A inquietação transformada em criatividade, pelas mãos de 20 novos artistas, é o que público poderá conferir gratuitamente até o dia 10 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 9 às 18h.


Por não ter a profissão regulamentada, o artista visual está sempre se perguntando: o que produzir, do que tratar, e para quem? Este desafio diário gera angústia, mas por outro lado, estimula o surgimento de idéias, funcionando como combustível para o processo criativo. Dentro desta perspectiva e buscando a autenticidade, 20 artistas iniciantes vão expor nas obras conceitos, formatos e posicionamentos individuais, fruto de um trabalho de três meses.


Os artistas da mostra são Alex Reis, Alexandre Nascimento, Andréia Schwab, Daiane Troesch, Djanira Abreu, Erivam Morais, Fábio Haendel, Gilcy Maia, Giuliano Galvão, Graça Lima, João Ramos, Luciana Nery, Kássio Cunha, Marília Souza, Milena da Silva, Paulo Eliodoro, Rute Rocha, Tacy Valois, Valéria Maria e Vera Rebouças.



Espaços recuperados



A Galeria do Foyer foi inaugurada no dia 28 de setembro de 2007, junto com a reabertura do Teatro do Iceia, segunda casa de espetáculos mais importante da capital baiana. Para sua abertura, o espaço foi requalificado, assim como aconteceu com o foyer do Espaço Xisto Bahia e com as galerias do Conselho de Cultura (Palácio da Aclamação) e Pierre Verger (Complexo Cultural Biblioteca dos Barris).


Centros de cultura de cidades do interior, tais como Porto Seguro, Juazeiro e Feira de Santana, também estão sendo “reciclados” para fazer as Artes Visuais chegarem a todo o Estado. “Entre espaços novos e recuperados, entregamos à população baiana oito galerias só em 2007. São espaços públicos de proporções generosas, que, por sua dimensão, podem abrigar todo tipo de exposição”, afirmou o diretor de Artes Visuais da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Ayrson Heráclito.