“Eu tenho 46 anos, morei a vida inteira aqui e não quero morrer sem ver o desenvolvimento de São Sebastião do Passé”. O desabafo é do comerciante Saturnino Libório, que viu seu sonho mais próximo hoje (20), com a inclusão do município como parte da Região Metropolitana de Salvador (RMS). O anuncio foi feito pelo governador Jaques Wagner durante as comemorações dos 290 anos da Paróquia do Padroeiro da Cidade, que empresta seu nome ao município.
“Esse é um sonho de muito tempo que hoje se torna realidade e agora São Sebastião passou para o lugar que merece”, comemorou Libório. Para ele, a tendência é que, fazendo parte da RMS, a cidade cresça. “São Sebastião precisava de uma parceria com o Governo do Estado para se desenvolver, pois é um lugar onde circula dinheiro e eu não vejo porque ser pior que os outros”, observou.
A coordenadora do projeto História e Memória de São Sebastião do Passé, Aidê Almeida, concorda com Libório. “Estamos perto de importantes áreas da RMS, rodeados por rodovias federais e estaduais”, lembrou. Para ela, somado a isso, a parceria entre o município e o Governo do Estado é o que faltava para dar à população a esperança de que o município vai se desenvolver e vencer suas dificuldades.
O governador Jaques Wagner lembrou que a Polícia Militar já tratava a cidade como parte da RMS, mas que agora é oficial. “Eu creio que nós fizemos justiça no nosso governo integrando São Sebastião do Passé à Região Metropolitana”, avaliou. Para ele, isso vai ter impactos positivos para toda a população. “O município vai ser beneficiado pela atração de novos investimentos, pela redução na taxa de transporte e por diversos outros fatores”, garantiu.
Fé e solidariedade
Wagner elogiou a fé da população da cidade. “Aqueles que não têm uma crença, seja ela qual for, têm uma vida muito mais árida e difícil. Eu respeito todas as religiões e é preciso que, num tempo de tanta primazia do material, o ato de fé produza uma sociedade mais justa e solidária”, opinou.
A Paróquia de São Sebastião do Passé foi fundada aos 11 de abril de 1718, ano em que se tornou uma freguesia. Mais tarde, a localidade passou a fazer parte do município de São Francisco do Conde e, em 12 de outubro de 1926, foi elevada à condição de vila e município onde, atualmente, moram mais de 40 mil pessoas.