Confirmados dois focos da ferrugem asiática da soja

13/02/2008

Os dois primeiros focos da doença ferrugem asiática em lavouras de soja no oeste da Bahia foram confirmados ontem (12) em dois laboratórios do Programa Estratégico de Manejo da Ferrugem Asiática da Soja no Oeste da Bahia. Logo após a confirmação, a informação foi disponibilizada na rede que compõe o sistema de alerta abastecido pela Fundação Bahia e Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).


Este ano, a demora das chuvas na região atrasou o aparecimento da doença – que está controlada, mas não erradicada – em cerca de um mês e meio, em relação a 2007. A ferrugem asiática da soja foi descoberta em lavouras da região de Bela Vista, município de Luís Eduardo Magalhães, nos estágios R2 (florescimento) e R4 (formação de vagens).


“As poucas chuvas nos meses de novembro e dezembro não favorecem a proliferação excessiva do fungo, mas nem por isso o produtor pode negligenciar. A detecção do fungo em fase inicial é uma prova da conscientização do produtor do oeste. Ele, que teve grandes prejuízos no passado, entende a necessidade de monitorar e combater a ferrugem”, disse a coordenadora do programa, Mônica Cagnin Martins. Ela afirmou que os produtores da região devem redobrar o monitoramento para evitar que a doença se alastre.


As folhas atingidas pelo fungo Phakopsora pachyrhizi foram levadas pelos próprios produtores a dois dos nove laboratórios integrantes do Programa da Ferrugem, em Luís Eduardo Magalhães (SOS Soja/Bayer) e Barreiras (Minilab/ Basf). Nos laboratórios, cujas análises são gratuitas, foi confirmada a suspeita e imediatamente a informação foi postada no sistema de alerta, integrado à Embrapa Soja e a entidades representativas de produtores de soja em todo o país.



Crise revertida



O Programa Estratégico de Manejo da Ferrugem Asiática da Soja no Oeste da Bahia foi lançado em 2003, via Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Fundação Bahia, Adab, Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Embrapa Soja, Basf e Bayer.


Sua implantação se deu depois da primeira ocorrência do fungo no estado, quando a doença derrubou a produtividade do grão de cerca de 40 sacas por hectare, à época, para 30 sacas por hectare, na safra 2002/2003. Na safra seguinte, com a ação conjunta das entidades responsáveis e a participação ativa do produtor de soja do estado, a doença não só não causou prejuízos como, por causa da adoção de práticas corretas e eficientes, a produtividade do grão no cerrado baiano aumentou, passando a ser de 48 sacas por hectare.



Como proceder



À primeira suspeita da ferrugem asiática da soja, o produtor deve levar as folhas supostamente comprometidas para análise (gratuita) nos seguintes laboratórios:



Laboratório Local Município



Minilab (Basf) Consultoria Círculo Verde LEM

Minilab (Basf) Agromil LEM

Minilab (Basf) Lavrobrás LEM

Minilab (Basf) Semear LEM

Minilab (Basf) Lavrobrás Rosário

Minilab (Basf) Semear Rosário

Minilab (Basf) Adab Barreiras

Minilab (Basf) São Desidério

SOS Soja(Bayer) Secretaria da Agricultura LEM