A Secretaria Estadual de Educação (SEC) e a Central de Tratamento de Efluentes Líquidos (Cetrel) do Pólo Petroquímico assinaram convênio para estimular a visita de estudantes da rede estadual de ensino ao Parque Sauípe. Situado em Porto Sauípe, a 75 km de Salvador, o parque ocupa uma área de 66 hectares e abriga lagoas, trilhas, 300 espécies de pássaros, túnel de observação da fauna, museus de história natural e de arqueologia, dentre outros atrativos.
A proposta contempla o projeto pedagógico da Coordenação de Educação Ambiental da SEC, criada no ano passado. Depois de realizar um levantamento das experiências postas em prática, isoladamente, na rede, e de interagir com professores, coordenadores pedagógicos e os alunos de todas as regiões do estado, a coordenação construiu uma política de Educação Ambiental que passa a fazer parte do projeto político-pedagógico das escolas da rede, perpassando todas as disciplinas.
Em 2007, o Parque da Cetrel recebeu 2.858 estudantes da rede estadual. Com a assinatura do convênio, a estimativa da Secretaria é poder ampliar este número para 7 mil. Por ano, o local recebe 20 mil visitantes. Ao invés de agendar as visitas com a própria Cetrel, os professores deverão procurar a Coordenação de Educação Ambiental. A partir de agora, a secretaria também passa a orientar os coordenadores pedagógicos para que todo aprendizado adquirido pelos alunos no local seja aprofundado e cobrado em sala de aula.
“Aulas in loco costumam ser muito mais motivadoras, despertando assim maior interesse no aprendizado. Portanto, vejo como uma oportunidade e tanto para os alunos. Também será mais uma forma de estimular uma maior interação com o objeto de estudo. Além disso, é uma proposta que casa com o nosso de propósito de tornar a escola um local cada vez mais atrativo”, considerou o secretário Adeum Sauer, que avalia de forma muito positiva o convênio.
De segunda-feira a sábado, diariamente, a Cetrel disponibiliza dois ônibus para atender aos alunos de 7 a 14 anos da rede pública e oferece lanche durante a visita. Ao investir na ação, o objetivo da Cetrel é continuar levantando a bandeira da preservação ambiental, além de formar agentes multiplicadores. “Ao longo dos anos passaram por aqui cerca de 100 mil estudantes. Se cada um deles leva esse aprendizado para um amigo, significam 200 mil pessoas. É um investimento que parte da nossa missão de promover a cultura da preservação ambiental”, destaca o presidente da Cetrel, Ney Silva.
Ao deixar a escola em direção ao parque, é como se os alunos mergulhassem em um túnel do conhecimento. Ali, conteúdos de ciências, geografia, história e outras áreas do saber são trabalhados de forma dinâmica com um forte apelo para o lúdico. Ao entrar no Túnel de Observação da Fauna, além de brincar com as espécies, os estudantes ficam sabendo a classificação de cada um dos animais e não conseguem tirar os olhos dos macacos pregos de barriga amarela se alimentando.
Outra parada é na olaria e na casa de farinha, onde conhecem os métodos utilizados no passado pelos Tupinambás para produção de cerâmica e farinha. No Museu de História Natural os estudantes podem mergulhar em dois universos bastante atrativos. No espaço destinado às ciências naturais, podem conferir diversas espécies de animais empalhados, conhecerem o ciclo da vida do nascimento à decomposição, a reprodução do ecossistema das espécies, entre outros tantos detalhes que enchem os pequenos de perguntas. Já na parte da arqueologia, eles podem ver achados arqueológicos encontrados na área datados de mais de 3 mil anos. Entre eles, urnas funerais, utensílios da pedra lascada, inscrições rupestres e cerâmicas do povo indígena Tupinambá que no passado habitaram o local.
No intuito de prender ainda mais a atenção dos estudantes no conteúdo disponível em campo, a própria Cetrel também faz sua parte: criou no ano passado um concurso que vai premiar as melhores redações sobre o tema Como posso contribuir para um meio ambiente melhor? Aberto a estudantes da 1ª a 8ª série que tenham feito a visita, o concurso premiará as três melhores redações com viagens a Amazônia, Pantanal e Chapada Diamantina, respectivamente.
Os textos devem ser entregues até 30 dias depois da visita. O prazo final para envio é 30 de abril e os nomes dos vencedores serão divulgados dia 5 de junho. Para fazer a visita, o único pré-requisito é que, para cada grupo de oito alunos, a escola deve disponibilizar um monitor. O Parque Sauípe foi criado com o objetivo de estimular a conservação do ecossistema e fornecer material para o reflorestamento do Litoral Norte.