Bahia busca auto-suficiência na produção de leite

27/03/2008

Capacitar os pequenos e médios produtores para a adoção de novas técnicas de manejo que resultem na melhoria da qualidade do rebanho e no aumento da produtividade no setor de pecuária leiteira na Bahia. Esse é o principal objetivo do Projeto de Modernização da Bovinocultura de Leite, que será realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária.


O projeto foi apresentado, nesta quinta-feira (27), durante reunião na Seagri, com a presença de representantes de instituições parceiras, como Banco do Nordeste, Desenbahia, Sindileite, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, e Companhia de Ação e Desenvolvimento Regional.


Também fazem parte das ações, que visam a atingir auto-suficiência da produção de leite na Bahia, a Secretaria Estadual da Fazenda, Banco do Brasil, as universidade federais da Bahia e do Recôncavo Baiano, as universidades estadual da Bahia (Uneb) e a de Santa Cruz (Uesc), Ceplac, Federação da Agricultura do Estado da Bahia, Sebrae, cooperativas de produtores e indústrias processadoras de leite.


Anualmente, a Bahia produz 920 milhões de litros e um consumo de 1,5 bilhão de litros, com um déficit de 580 milhões de litros/ano. “Embora seja o maior produtor de leite do Nordeste, com cerca de 28% da produção regional e de 4% da produção nacional, a atividade é sazonal e apresenta baixa produtividade”, explica Wilton Cunha, superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri.


Modernização


A Bahia tem uma produtividade média de 535 quilos por ano para cada vaca ordenhada, enquanto que a média nacional é de 1.117 quilos/ano. Para aumentar a produtividade, serão adotadas medidas como aquisição, destinada a pequenos e médios produtores, de 2 mil reprodutores, 20 mil matrizes, 8 mil doses de sêmen e recuperação e renovação de 52 mil hectares de pastagens nos próximos quatro anos. O investimento previsto é de 130 milhões de reais, com recursos do Governo Federal, Governo do Estado, agentes financeiros, Faeb e Sebrae.


De acordo com o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, o governo estadual investirá em assistência técnica, capacitação da mão de obra, tanques de expansão e fiscalização sanitária, além da implantação de um projeto piloto de inseminação artificial. “Trata-se de um setor que gera 180 mil empregos e é formado principalmente por pequenos e médios produtores, daí estarmos desenvolvendo este projeto, que vai tornar a produção de leite uma atividade mais rentável, o que ocorrerá a partir da modernização das técnicas de manejo”, explica.


As principais bacias leiteiras da Bahia estão localizadas nos territórios do extremo sul, Itapetinga, Litoral Sul, Médio Rio de Contas, Portal do Sertão e Vitória da Conquista.