Detentos de Simões Filho têm acesso à leitura

04/03/2008

Os internos da Colônia Penal de Simões Filho terão, a partir de hoje (4), alternativa de entretenimento, lazer e cultura, com a implantação de dois pontos de leitura, viabilizados pela parceria firmada entre as Secretarias estaduais da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e da Cultura (Secult), por meio da Fundação Pedro Calmon (FPC).

À disposição dos internos foram colocados 400 livros - 200 em cada uma das alas da unidade - de diferentes gêneros, além de recortes de jornais com conteúdos relacionados com a saúde, esporte, música baiana e cotidiano.

Segundo o diretor da colônia, Isidoro Rodrigues, dois detentos terão remissão de pena trabalhando como agentes de leitura. Eles serão responsáveis pela difusão da leitura entre os outros reclusos, pela manutenção dos espaços onde se encontram os acervos e pelo controle de empréstimos dos exemplares.

“Esse é um momento importante para vocês porque, por meio da leitura, estarão ampliando os seus conhecimentos”, disse a coordenadora de estudo e desenvolvimento da gestão penal da SJCDH, Eliana Almeida, aos internos que perguntaram sobre os benefícios proporcionados pelas mini-bibliotecas.

O presidente da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro, informou que próximo passo será o desenvolvimento de atividades que estimulem os internos a tomar gosto pelos livros para que, em um segundo momento, possam ser criadas as rodas de leitura”. Ele reforçou a importância da formação dos agentes que, em breve, formarão grupos com alguns monitores para a disseminação da leitura.

Amanhã (5), a coordenadora das Bibliotecas de Extensão da FPC, Gleide Machado, fará o primeiro contato com os agentes de leitura escolhidos pela direção da unidade para dar as primeiras orientações referentes à condução dos trabalhos nos pontos de leitura e estabelecer um cronograma de treinamento.

Além dos livros, foram doados também à Colônia Penal quatro fitas de vídeo (formato VHS), contendo documentários de temas ligados à cultura e história da Bahia, e oito CDs com músicas de compositores baianos.

Em 2007, o Conjunto Penal de Feira de Santana foi beneficiado com a implantação de um ponto de leitura. Com a parceria entre a SJCDH e a Secult, a expectativa é de que outras unidades da capital do interior sejam também contempladas.