O gás natural é um gás mais leve que o ar, inodoro e incolor, e atóxico. É uma fonte de energia limpa, que pode ser usado nas indústrias, veículos e para consumo residencial fazendo a substituição de outros combustíveis mais poluentes. Ele representa 9,4% da energia consumida em todo o país.
Na Bahia, há mais de 40 anos serve como fonte de energia e hoje, 89% do gás natural do estado é utilizado pela indústria (principalmente a petroquímica e de cerâmica), o que representa um terço da energia consumida pelo setor industrial baiano. Outros 9% são para abastecimento de veículos e 1% para consumo do setor residencial/comercial em alguns bairros de Salvador. Após três anos de sucessivas quedas na oferta de gás natural, a Bahia vive hoje um momento de estabilidade no setor com uma produção que passou de 3,3 para 5,1 milhões de metros cúbicos por dia graças a assinatura de um convênio entre o governo do estado e a Petrobrás, em dezembro de 2007.
Outro projeto que contribuirá para o crescimento da oferta de gás no estado, a médio prazo, é o Gasene, da Petrobras. Com custo estimado em US$ 2,4 bilhões de dólares, o projeto vai permitir a ligação da malha Nordeste com o Sudeste, por meio de uma rede de gasodutos de 1.371 quilômetros de extensão. A expectativa é que seja concluído entre o final de 2009 e o primeiro trimestre de 2010.
Com a conclusão do Gasene, a Bahiagás poderá expandir sua área de atendimento para o sul do estado, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social dessa importante região baiana. Este ano, a empresa realizará todo o levantamento de mercado e, posteriormente, os projetos dos gasodutos de distribuição. Em 2009, a Companhia investirá na construção dos dutos de distribuição, visando a interligação após a conclusão do Gasene.
“Com o Gasene nós vamos ter condições de atingir a região extremo sul da Bahia e uma parte do sudoeste, uma região importante com quase 4 milhões de habitantes, que tem condições de grandes âncoras para o consumo de gás que são as indústrias de celulose, o que vai garantir a atração de novos parques industriais para a região”, garantiu o presidente da Bahiagás, Davdson Magalhães.
Segundo ele, o Gasene vai favorecer a descentralização industrial no estado, pois todas as empresas que correspondem a 50% do Pib baiano no pólo petroquímico utilizam o gás natural como uma de suas principais bases de sustentação energética.
Com a expansão do mercado de GN para o setor comercial/residencial, a Bahia está em terceiro lugar no país com um consumo de 31,5 mil m³/dia. Já no setor de gás natural veicular (GNV), o estado é o líder em vendas no Nordeste e o quarto no país, com uma média de consumo de 310 mil ³/dia. Além de Salvador, outros 12 municípios recebem gás natural: Camaçari, Dias D´ávila, Feira de Santana, Alagoinhas, Catu, Santo Amaro, Pojuca, Amélia Rodrigues, São Francisco do Conde e Conceição do Jacuípe.
O campo de Manati é uma das principais fontes de produção do estado, produzindo cerca de seis milhões de m³/dia. A projeção é que até o final de 2008, essa produção chegue a oito milhões de m³/dia. Com o início das operações no campo e a garantia do fornecimento de gás a partir do acordo fechado com a Petrobrás, a Bahiagás conseguiu ampliar em 54% a oferta de gás natural no estado. Hoje a empresa ocupa a quarta posição em volume de vendas no país, com a comercialização de 3,35 milhões de m³/dia, ficando atrás apenas das distribuidoras do Rio de Janeiro e São Paulo.
Em 2007 a Bahia foi líder em vendas para o segmento co-geração de energia (gás natural como fonte de energia de shoppings e indústrias) e obteve a segunda maior venda nacional no setor industrial, com cerca de 3 milhões de m³. Outra forma significativa de distribuição do gás natural são os campos marginais, que pertencem a União e são explorados por empresas privadas como a Bahiagás que já vem fazendo esse trabalho em Morro do Barrio e na Ilha de Itaparica, de onde são extraídos diariamente 35 mil m³/dia.
Tanto para o consumidor comercial quanto para o residencial, a principal vantagem da utilização do gás natural é a economia, além da preservação ambiental. “No primeiro momento a gente conseguiu uma redução de 40% em relação à utilização do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), e durante os meses subseqüentes a gente conseguiu atingir um patamar financeiramente falando em torno de 20, 22%, foi nossa economia, que está sendo nossa economia até hoje, garantiu o diretor administrativo da Perini, Roberto Adame. Ele ainda afirmou que nenhum aparelho apresentou qualquer tipo de defeito a partir da conversão para a utilização do gás natural.
Já para o policial militar, Hélio Santos, de 40 anos, que mora em um condomínio onde o gás natural é canalizado, a redução nos custos com o consumo de gás foi surpreendente. “Eu, minha esposa e uma filha nós consumíamos em média dois bujões de gás por mês, que custam cerca de 70 reais e hoje nós consumimos em torno de 8 a 16 reais com o gás natural”, justificou.
Prêmio Bahiagás de Inovação
Com o objetivo de desenvolver o fomento à pesquisa na cadeia produtiva de gás natural, e ampliar a divulgação das possibilidades do seu consumo, a Bahiagás vai promover o I Prêmio Bahiagás de Inovação, que ocorrerá no dia 11 de abril, no Bahia Othon Palace em Salvador, às 16h30. O prêmio faz parte da Conferência da Indústria do Gás Natural e do Seminário Nacional Energia e Ambiente, que ocorrem simultaneamente nos dias 9,10 e 11 no mesmo local.
Promovido pela empresa, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesb) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o prêmio é uma iniciativa inédita na Bahia, com o propósito de prestigiar a contribuição de empresas e da comunidade acadêmica para o desenvolvimento tecnológico do setor de gás natural.
“Nós temos responsabilidade social, não somos apenas uma empresa de desenvolvimento econômico, nós temos que promover a responsabilidade social e ambiental. Nesse sentido, o papel que uma empresa do porte da Bahiagás hoje tem no estado da Bahia não é só de ser fomentadora do desenvolvimento econômico”, afirmou Davdson.
Foram 53 trabalhos inscritos desde o anúncio público feito há quatro meses, destes, 18 trabalhos serão premiados. “O critério básico é que sejam projetos que reflitam o trabalho de pesquisa relacionados com a inovação tecnológica na cadeia de produção do gás natural, que vai desde a produção, comercialização e utilização do gás”, explicou o diretor de inovação da Fapesb, professor Elias Ramos. São três premiações para cada uma das quatro categorias acadêmicas:
- Ensino Médio (Restrito ao estado da Bahia) - 1º lugar R$1.000,00; 2º lugar R$750,00; 3º lugar R$500,00 e cada escola ainda recebe um computador.
- Graduação (aluno e orientador) – 1º lugar R$1.500,00; 2º lugar R$1.000,00; 3º lugar R$750,00.
- Mestrado (aluno e orientador) – 1º lugar R$2.500,00; 2º lugar R$1.500,00; 3º lugar R$1.000,00.
- Doutorado (aluno e orientador) – 1º lugar R$5.000,00; 2º lugar R$3.000,00; 3º lugar R$2.000,00.
Na categoria empresarial, três projetos de pesquisa de empresas de pequeno, médio e grande porte serão premiados com troféus e um financiamento no valor de R$70.000,00 cada para a execução dos projetos. O júri foi composto por professores especialistas na área de gás natural e sem vínculo com os projetos apresentados para concorrer ao prêmio.
Em relação à conscientização popular, o, garante que o prêmio será um dos estímulos proporcionados pela comunidade acadêmica. “A perspectiva é de ampliar isso para a população como um todo, tanto pra Salvador como pra o interior da Bahia, e nesse sentido é muito importante que a população tome consciência da importância da utilização da do gás natural como uma matriz energética muito menos poluente”, assegurou o professor.
A conferência e o seminário irão propor uma discussão sobre a indústria nacional de gás natural, envolvendo outras fontes de energia e as políticas para o meio ambiente, com a participação de conceituados especialistas da Bahia e do Brasil. A programação inclui apresentação de 24 trabalhos acadêmicos e dois workshops divididos nos temais centrais “Usos de Gás Natural” e “Cadeia Produtiva do Gás Natural”. Entre as autoridades esperadas para a entrega do prêmio estão o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima e o governador Jaques Wagner.
Mais informações sobre o prêmio no site www.bahiagas.com.br/conferencia2008 ou pelos telefones (71)32839878 / 32839808.