Porta de entrada para o Centro Histórico e um dos locais mais agitados culturalmente na primeira metade do século XX, a Baixa dos Sapateiros acaba de ganhar projeto de revitalização urbana e do comércio. A iniciativa será realizada por meio do Projeto Gestão Estratégica Orientada para Resultados Varejo Vivo.
Além da qualificação da rede de luz, em parceria com a Coelba, estão previstas a ocupação de prédios tombados para a construção de residências para estudantes, requalificação urbana e reparação de imóveis de interesse público para uso de habitação. Alguns desses projetos já estão em fase de aprovação pelo Ministério da Cultura e pela Caixa Econômica Federal, como as 26 unidades de moradia que serão destinadas para famílias com renda mensal de até 5 salários mínimos.
Atualmente, estima-se que menos de 10% dos imóveis da região estejam destinados à moradia.
“Os moradores precisam ter a chance de manter suas casas e serem parceiros da revitalização. A participação deles é fundamental. Foi assim em lugares como Parati (RJ) e Quito (Equador). Por que não podemos ir no mesmo caminho?”, questionou o Secretário de Cultura, Márcio Meirelles.
O protocolo de intenções foi firmado na última terça-feira (15), no Escritório de Referência do Centro Histórico, entre a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o Sebrae, o Sindicado do Comércio Varejista e Fórum Municipal para o Desenvolvimento Sustentável do Centro da cidade.
Estudos apontam que a queda de negócios verificada na Baixa dos Sapateiros entre 2000 e 2005 se deve à falta de diversificação de atividades, presença de albergues para a população de rua e ao abandono de edifícios públicos e privados.
Durante a assinatura do protocolo, foi apresentado um diagnóstico dos 2,5 km da Baixa dos Sapateiros e uma simulação das lojas sem os luxalons, estruturas de propaganda, que escondem verdadeiros tesouros nas fachadas de prédios históricos.