Bolsas, chapéus e artigos decorativos produzidos de forma artesanal geram trabalho, renda e inclusão social para os internos do Conjunto Penal de Itabuna, que realizam, na última quarta-feira de cada mês, uma feira de artesanato no centro da cidade. A quarta edição da feira foi realizada ontem (28).
Desde fevereiro é desenvolvido na unidade o projeto Arte Que Liberta, que possibilita aos reclusos reabilitação e interação com a sociedade, através da produção de artesanato, posteriormente revendido por seus familiares.
Cerca de 80 internos produzem peças feitas com material reciclado (plástico, palitos de picolé) ou piaçava. O Conjunto Penal atua na busca por parcerias com empresas e lojas, divulgação e orientações sobre formação de cooperativas (para internos) e vendas (para familiares). Através de parceria, internos produzem embalagens para uma empresa da região que fabrica e comercializa produtos de perfumaria e higiene pessoal.
Reclusos que tenham habilidade com artesanato ou que estejam interessados em aprender a produzir peças artesanais podem participar do projeto. Há remissão de pena para aqueles que praticam essa atividade, na razão de um dia a menos de pena para cada três dias de trabalho.