O Centro Histórico de Salvador vai ganhar um projeto de revitalização. A proposta é desenvolver ações de conservação do patrimônio e de sustentabilidade da economia local. O plano de reabilitação do Centro Antigo, como é chamado, é uma proposta do Ministério das Cidades, do Governo do Estado, da prefeitura da cidade e da sociedade civil. A idéia foi apresentada, nesta terça-feira (22), durante um encontro no Palácio Rio Branco, com a presença de representantes do poder público, da iniciativa privada e das comunidades.
O encontro deu a largada nas reuniões das chamadas câmaras temáticas (grupos formados pelos atores envolvidos no processo), que vão discutir o assunto e iniciar a montagem do plano. A previsão é de que o projeto fique pronto ao final dos próximos dois anos. Até lá, os participantes das câmaras temáticas vão se reunir de três em três meses. “Não há dúvidas de que esse plano vai fazer bem à cidade de Salvador e a todos que moram aqui e nos visitam”, falou, durante a abertura do evento, o secretário da Cultura Márcio Meirelles, também presidente do Conselho Gestor do Centro Antigo.
O projeto tem a consultoria técnica do arquiteto franco-chileno Léo Orellana, especialista em reabilitação de centros antigos. Além disso, há o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que assinou com o Governo do Estado, há três meses, o Projeto de Cooperação Técnica Internacional (Prodoc) para a criação do plano. “O projeto vai levar em conta aspectos sociais, ambientais e econômicos do centro antigo. E o resultado vai ser uma cidade que fará bem aos olhos e à alma”, definiu Silneiton Favero, representante da Unesco.
O encontro das câmaras temáticas foi promovido pelo Escritório de Referência do Centro Antigo de Salvador, vinculado à Secretaria da Cultura do Estado (Secult). Na oportunidade, os moradores do Centro Histórico reconheceram a importância da iniciativa, como Altamira Pita, que vive há 40 anos no Pelourinho e representa da ONG Projeto Abraço Fraterno. “Conhecemos a realidade do local em que vivemos e temos boas expectativas em relação ao plano de reabilitação. A comunidade do Pelourinho precisa, e muito, de políticas públicas na área social e de educação”, afirmou.